10 de julho de 2008

Homenagem às solteiras resolvidas!


O texto de hoje não é meu – quem dera fosse porque a Martha Medeiros é ótima! Mas, ele vai em homenagem à uma aluna especial que anda cuspindo fogo pelas ventas e a quem seu sei, esse texto vai ajudar muito, NE, Manu? Hahaha...


Beijos a todas a resolvidas, fortes, decididas, perfeitas mulheres do século XXI!


"De tudo o que ele me deu, o melhor foi um pé na bunda" Tati Bernardi


Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo "olha, não dá mais".Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor(e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu "mas agora eu to comendo um lanche com amigos".Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele.Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim?Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta.E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve? Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de várioslivros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única.Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele , só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto .O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. Ele quem mesmo?

22 de junho de 2008

Das fomes e vontades da vida.

Eu quero, Eu posso, Eu devo. Estava escrito sempre com um jeito bonito, de uma forma diferente no quarto do meu irmão mais velho. Atrás de porta, na cabeceira da cama de cima do beliche, em todos os seus cadernos.
Não sei se algum dia disse que nasci numa casa de muitos irmãos. Éramos em sete, mais pai e mãe. Um tempo difícil. Máquina de lavar? Computador? Sanduicheira? Máquina de fazer pão? Quem dera... Um forno feito de cimento na rua aonde se assavam mais de dez pães, duas vezes por semana para alimentar tantas bocas com fome de vida, de crescimento, mudanças. Sonhos? Nada doces e sem recheio algum. Eram perspectivas apenas e sobre os quais mal se discutia. Não havia tempo. Havia sim é que se trabalhar, ajudar e cada um fazer sua parte, o que incluía os meninos lavando louça, limpando chão sem esse papinho tosco de “vai virar mocinha”. Passados os anos eu diria que nos virávamos em muito menos tempo que os trinta do programa do domingo, por sinal tão chato e batido que nem vale a pena prosseguir.
Domingos bons eram aqueles: de maionese na mesa, carne assada de panela e arroz novo, tudo saindo fumaça para dar ao dia santo a cara familiar. Depois disso vinha a sobremesa que o pai chamava de “coisa boa”. Hoje, só conseguimos horas assim com muita programação – um mora aqui, outro acolá. A esposa de um não pode, a segunda do outro prefere outras coisas, os sobrinhos se dispersam. Ah, essa vida moderna... perdemos de sorrir e de celebrar o estar juntos, coisa a qual nem dávamos muito valor naqueles tempos distantes em horas, presentes aqui, no coração. O que acaba acontecendo? Todos se vêem mesmo é nos velórios . Mas, graças a Deus, acorrem poucos.
Nesses momentos nostálgicos é que me voltam os cadernos e livros do meu irmão e sua tarefa de querer mais da vida. Era assim: O EU bem grande, uma chave com a ponta voltada para ele e o Quero, Posso e Devo dentro dela. Eu, pequenina e magricela, olhava e nada compreendia. Foi minha mãe quem me explicou: “é uma tática dele para conseguir o que quer. Ele quer, então ele pode e, além disso, é seu dever fazê-lo.”
Eu devia ter uns dez anos e era no quarto dele que eu mais gostava de entrar. Estudioso, via seu livros. Neles, os carimbos de bibliotecas. Ele, o meu irmão, além de sabido, queria, podia , devia. A vida lhe ensinou bem cedo que para se conseguir é necessário pensar positivo. Parece chavão, certo? Mais um clichê, dirão meus alunos, porém, como era sério para ele e ainda o é para muitos, inclusive para mim, que aprendi a lição.
Vai longe o tempo das “coisas boas” na mesa e de termos o pai e a mãe ali conosco, todos juntos, pertinho sem que déssemos valor. Eu cresci, tu cresceste, ele cresceu. Nosso pai se foi e a mãe está tão pequenininha que a gente até já acredita que as pessoas encolhem. (ela era tão grandona quando eu era criança...). Meu irmão mais velho é hoje um cinqüentão super-hiper-mega saudável. Continua sabido, ou melhor, é um sábio que sempre tem boas palavras para dizer de um jeito manso, para não ofender. É, na verdade o que sempre foi: um estrategista. Me orgulho dele. Dos outros também, é claro e não posso mentir que também sinto isso com referências a mim.
Vocês podem até pensar que no final tudo dá certo – mentira! - e que essa crônica tem fins de auto-ajuda. Que nada! É so uma reflexão até um pouco boba de uma mulher que, no meio da noite, reflete e recorda. Para dar certo mesmo, tem que se viver dia após dia, cada dor, cada sorriso, cada dúvida, cada queda, cada lágrima. Para dar certo é preciso suportar larvas e se propor a conhecer borboletas, para dar certo é preciso querer, poder, dever e no final ainda sentar e pensar: será que de fato cheguei? Será que de fato sou alguém? É tão fácil as pessoas pensarem a vida como um final de novela em que tudo o que acontecer será bom. Para saber da vida é preciso navegar nela, embarcar nela e estar disposto a jamais descer. Os abismos existem. Isso é verdade mas, para estar aqui há que se pensar também que fizemos por merecer.
É meu desejo que todos compartilhem a delícia de poder e saber viver cada dia. Sem pieguice de dizer” como se fosse o último”. Ninguém pensa nisso num mundo corrido como o nosso. Mas, sem correrias ou com elas, que as pessoas sempre lembrem que somos a história. Sim, nós somos a história. Somente que já passou dos quarenta talvez consiga entender minhas palavras noturnas e se as escrevo agora é porque acredito que um dia todos os meus leitores chegarão à idade mais madura e talvez essas colocações possam servir a mais gente.
Querer, poder e dever. Quero, posso, devo. EU.
E você, vem comigo?

18 de maio de 2008

“O amor é o milagre da civilização”




Li em algum lugar, não lembro onde e nem sei seu autor que “A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, protege-nos contra a idade”. Achei inteligente a frase e pus-me – o que não é novidade – e refletir. É fato que um Amor novo deixa a pele de qualquer ser humano mais bonita. Nas damas, o efeito é ainda mais doce. Estamos carecas de ver mulheres de todas as idades contando suas felicidades amorosas em belo tom de voz e cútis, com cabelos mudados e brilhantes e saúde para dar e vender. Quanto aos homens? Bom, alguns até deixam de ser carecas em nome de um novo sentimento, outros remoçam tanto que nem a família o reconhece mais. Os amigos perguntam qual a fórmula secreta e as outras mulheres passam a olhá-lo com muito mais interesse. Mas, um fato é comum sempre: os comentários. – Nossa, como estás bonito(a)! E a resposta é, quase sempre, uma letra de música sertaneja ”... é o amoor !” E é verdade. O amor modifica as pessoas, as faz mais jovens, mais brilhantes e felizes. Os sorrisos ficam mais sinceros, soltos, dá gosto de ver quando alguém está apaixonado e nós, os mais maduros, logo percebemos que há alguma ação do cupido no ar.
Se tudo dará certo ou não, se haverá a mais plena realização, pouco importa. Só o fato de estarmos apaixonados já basta para que o mundo que até ontem estava cor de chumbo passe a ser amarelo com bolinhas azuis, as nuvens se transformem em desenhos maravilhosos e a lua cheia seja vista como nunca - imensa e radiante. O frio vira aconchego e o calor, motivo para curtir o mar que nunca havia sido visto com esses olhos maravilhados, mesmo que o sujeito já tenha 50 anos. É, o amor faz isso e o faz com todos as pessoas, não tem escapatória. Até o mais sisudo dos mortais deixa-se levar por essa febre, essa leveza, esse não sei que que arrebata, arraza, domina e nos deixa com cara de bobos.
Mas vale a pena. Dizem que amar é também sofrer e não sou eu quem vai negar. Entretanto poderíamos arriscar uma modificação na frase: amar é viver e para viver há que se correr riscos. Risco de parecer ridículo, tolo, de ser julgado vulgar ou até imbecil, imoral, ganancioso, sem caráter. Quantos de nós que nos apaixonamos somos observados por olhares atravessados? Hummmm, ela é mais velha do que ele, aí tem... Ah, mas ela é beeemmmm mais nova, certamente gosta é do dinheiro dele. Ah, mas ele é rico, jovem e bonito, com certeza ela já sabia, por isso se insinuou tanto. Oh, lógico, feia do jeito que é, a grana do pai foi que fez com ele a amasse.
E assim, enamorados corações têm que enfrentar e correr os riscos que o amor apresenta. A sociedade aceita umas situações com mais facilidade do que outras . Se o homem é bem mais velho, tudo bem mas, seu contrário ainda escandaliza um bocado. Injusto: coração não tem idade e nem escolhe por quem se apaixona. Coração que ama só sabe de seu sentimento, nada escolhe e em tudo crê apenas para viver pois é para isso, afinal, que estamos aqui. Ou não? Se o “amor não tem idade, está sempre a nascer”, como afirmou Blaise Pascal, que importa quem nasceu primeiro? Alimentemos nossos amores com as matérias de que são feitos: sentimentos, purezas, trocas, encantos, mimos, tremedeiras, friozinhos na barriga. Um pouco de medo, certa dose de ciúmes ou inseguranças são normais e também servem como tempero mas, que o mais importante seja a aceitação de que se amamos é porque estamos vivos, afinal, “O amor é o milagre da civilização” (Stendhal)

13 de maio de 2008

Pra não dizer que não falei Bom Dia!


Não é sempre.
Há dias em que acordamos com tanto sono, tanta letargia que se olharem para a gente temos vontade de perguntar: o que foi, ô?Mas há dias diferentes. Em que acordamos com vontade de abrir as janelas – da casa e da alma – e vibramos ao ver que há ao menos uma possibilidade, por menor que seja, de que o sol venha e nos traga alegrias – e olha que podem ser pequenininhas. Nesses dias qualquer ruídinho infame nos faz sorrir. É quando dizemos estar de bem com a vida, e ela merece, vamos e venhamos!Pois bem. Hoje foi um dia assim e eu disse, lá no meu coração, tudo o que sentia e queria dizer talvez até com palavras mesmo. Expressei meus sentimentos e ninguém viu. O mundo e seus sortilégios nem सेम्प्रे। permite que vejam o que sentimos. É ou não é? Quem jamais se sentiu invisível e mudo diante do mundo, que se manifeste agora!Pois bem, hoje eu olhei em volta e soltei os verbos। Todos. Os adjetivos e predicados também. Os objetos, idem. E eis o que saiu:Bom dia, formigas todas do meu mundo, ratos, baratas, minha gatinha e borboletas, muitas borboletas com suas lagartas - promessas de novas e multicores borboletinhas. Bom dia, sombra minha, tudo bem contigo? Sentiu minha falta? Bom dia céu azul de outono, bom dia, sol, bom dia vento, astros, folhas de maio, bom dia saudade do mar de Copacabana, bom dia areia do Cambirela, bom dia amores que se foram, tristezas que partiram, felicidades que virão, abraços que não voltam, beijos que foram roubados. Bom dia, palavras que não ouso dizer para não magoar. Ah, engolidas palavras minhas... Bom dia, velho coração atormentado, atordoado, amedrontado, embolorado mas, ao mesmo tempo, reelaborado e enfeitiçado. Bom dia, corpo suspenso pela tarja preta, consciência esquecida pelo excesso de trabalho. Bom dia vida, passado, presente e futuro.
Bom dia a tudo que não existe, porque nada, enfim existe a não ser uma certa essência que controla tudo e que a gente não pode abraçar. Bom dia, minha reza, meu canto, a fé que ainda tenho e que, com certeza me mantém viva. Bom dia pitangas e acerolas do meu quintal, sempre lutando para renascer. Bom dia sorriso de um desconhecido na rua. Bom dia seres que fazem parte dos meus dias – alunos, amigos, filhos, amor, E se sobrou um bom dia sequer, saúdo a mim mesma, com um brinde de exaltação, ainda, a restos pulsantes de mim.Bom dia, leitores dessas linhas que, despretensiosamente comecei a escrever mas que não posso e nem devo (creio!) desprezar.Estou certa?

10 de maio de 2008

Com ternura e com afeto.


Nasceu pequenina, miúda, franzina. Comentário da vizinhança: “leva pra benzer. Essa menina é embruxada.” De nada valiam as reforçadas comidas que a mãe preparava, nem mesmo as homeopatias que o pai fazia.
Foi crescendo. Entre outros irmãos, era a mais velha. Ia para roça apanhar café, catar mata-pasto, cortar trato para o gado.
Brincar? Só aos domingos e tinha que voltar antes das cinco.
Aos quinze anos perdeu o pai. Ficaram seis filhos para ajudar a mãe. E a menina miúda, sem corpo ainda de mulher, teve que ver seu trabalho dobrar. Agora era questão de sustento. Lavava,, passava, fazia bolos e pães além de ter que dar banho nos irmãos menores.
Xingava! E a mãe dizia: cuidado... vais ter uma ninhada como eu tive.
Dezesseis anos.
Aprender costura com a tia mais velha. Profissão.
Dezoito.
Casou-se. Estava na hora. Precisava formar família, ter seus filhos.
Decepção: seu par não era tão perfeito. Continuou lutando, costurando.
Detestava fazer roupas de homem e pensava: faço os vestidos para fora e com o dinheiro pago as caças do meu marido.
Primeiro filho: homem. Segundo: homem. Terceiro: homem. Tomou uma calça velha, desmanchou, aprendeu o corte e começou a vestir, sem gastar muito, seus homenzinhos que mais pareciam princepezinhos, mesmo vestidos com sobras ou reformas de roupas velhas.
Dificuldades sempre.
Mudou de cidade, na esperança de uma vida melhor. Veio o quarto filho. Nasceu sentado. Quase se foi.
Sofria. Longe de casa, sua cidade, sua mãe...
Quatro filhos, falta de emprego, cidadezinha pequena e pobre. Ninguém pagava as costuras.
Sofreu a fome, a miséria, a humilhação porém ergueu a cabeça e prosseguiu.
Mudou de cidade, melhorou de vida e veio-lhe mais um filho.
Nasceu menina! Pequenina, miúda, franzina. “leva pra benzer, essa menina é embruxada.”
Princesa embruxada, amada, sonhada.
A vida melhor, enfim, deu um passo à frente. Lutava!
Costurava, fazia pirulitos de mel, pipocas. Já tinha meninos maiores para ajudar a vender.
Marido bebia, caía na rua, fazia escarcéu. Só ela forte, sempre, pensando no futuro.
Mais um filho. Homem novamente. Voltaram para a terra natal. Seguir em frente.
Finalmente foi reconhecida na cidade maior. Costureira de mão cheia, freguesas ricas, muito trabalho sempre, serões, cansaços.
Quarenta anos: mais um filho. Sonho de ter mais uma menina. Gravidez de risco. Tratamento, vitaminas.
Nasceu menina! Era o sonho realizado. Fim da trajetória mas era preciso continuar lutando.
Marido adoeceu gravemente. Não mais andava, nada fazia sozinho. Virou enfermeira. Enfermeira, costureira, cozinheira...
Com a viuvez, veio a depressão, a síndrome do ninho vazio começo a se instalar. Sofreu as dores da alma. Não titubeou. Prosseguiu.
Filhos criados, encaminhados. Comerciantes, contabilista, professora, coronel. Venceu!
Nunca fez cursos profissionalizantes. Estudou somente até a quarta série porém manteve a honestidade e a dignidade pela vida afora.

Conto-lhes essa história porque é verdadeira. Aqueles meninos todos eu os tive comigo, ao meu lado, me carregando no colo, me levando para brincar, escorregando comigo pelos barrancos, empurrando-me no carrinho de rolimã. A segunda menina – hoje com 30 anos é minha amada irmã, a qual já pude ajudar a criar e a quem amo como se minha filha fosse. Aquela outra, pequena, miúda e franzina sou eu e essa Mulher-Maravilha é minha mãe.
Sempre nos ensinou os melhores caminhos e se algum de nós deles se desviou, não foi por falta de lições ministradas por ela. Se não fosse por ela eu também não estaria aqui, escrevendo esse texto.
Hoje está com setenta anos. Tem dezessete netos e três bisnetos. Nos natais, às vezes, conseguimos todos nos reunir. Ela é o pilar que nos mantém de pé, Ela sustenta nossas existências. Sem Ela não sei o que seria de mim. Foi Ela quem sempre me deu os livros e a fome por saber.
É por isso que nessa véspera do dia das Mães, quero homenageá-la estendendo o meu afeto a todas a mães – ricas, pobres, amadas, amantes, sabidas, ingênuas, escritoras, leitoras, analfabetas, mulheres...
Também sou mãe e conheço a importância e a ternura de sê-lo.

Feliz dia das Mães – às mães de hoje, de ontem e de sempre.