<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602</id><updated>2011-11-27T15:59:44.908-08:00</updated><category term='ओउतोनैस...'/><title type='text'>***Lee* Bélula</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-7125786516929012289</id><published>2011-02-21T16:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T16:16:39.614-08:00</updated><title type='text'>Quando tu vivias...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nU56iDYCrQI/TWMAChDb4RI/AAAAAAAAALE/AtQYQZxg1nQ/s1600/Choram%2Bas%2Brosas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 327px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nU56iDYCrQI/TWMAChDb4RI/AAAAAAAAALE/AtQYQZxg1nQ/s400/Choram%2Bas%2Brosas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576300806847324434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                                    “A busca da verdade torna-nos castigadores.”&lt;br /&gt;      Inês Pedrosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é mesmo que alguém morre, quando colocamos terra sobre seu caixão depois de velarmos a noite inteira e chorarmos o que numa vida toda não se chorou? Às vezes não.&lt;br /&gt; Nem sempre é preciso morrer para estar morto. Morre para nós quem nos trai, quem mente e até quem fala verdades demais. Morre quem ofende nossas emoções, quem se afasta propositalmente, quem passa e finge não ver, quem cospe no chão ao reencontrar, quem envia recados a outros turvando nossa imagem. Morre quem opta por atitudes vis e morre mais ainda, quando celebra sua suposta vitória aos quatro ventos.&lt;br /&gt; E, assim, dessa forma trágica, infelizmente, vimos muitos dos que amamos ou amávamos morrerem para nós. Tornam-se fantasmas vagando pela cidade, corpos flutuantes que podemos encontrar em barzinhos, na rua, pelas calçadas. Esse tipo de fantasma nos causa repulsa, não medo, nos faz sentir pena, não nojo. Estão mortos até para eles mesmos e não sabem. Pobres coitados.&lt;br /&gt; Este texto não tem por objetivo falar dos que morrem à nossa volta de uma mortezinha boba, pequenina. Fala e diz dos que nos decepcionam e se deixam morrer carregando junto ao féretro pedaços bons de nós que não foram vistos e, sobretudo, diz daqueles cuja soberba é tão grande que se matam envenenados com o própria saliva, uma vez que de humildade, nada possuem e desaprenderam a reconhecer que, enquanto vivos para nós, eram tratados como as mais especiais pessoas de nossa vida e isso inclui amigos, amantes, parentes e até filhos. Basta que sejamos gente ao menos por um tempo. &lt;br /&gt; Inês Pedrosa em seu belo romance “Fazes-me Falta”, diz a certo momento que “ninguém nos diz como é que se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha.” Morremos todos diversas vezes em vida, até que se possa atingir a classe de escrever em vez de somente sofrer. Então se transcrevem as palavras duras como a por em tinta o que vai no fundo da alma. Passamos para o papel aquela frase dolorida que ouvimos para matarmos, não as palavras, mas a dor e a enterrá-la junto com quem a pronunciou. É de Florbela a ideia: oh, doloroso mal de ser sozinha e de ter tantas almas a sorrir e a chorar dentro da minha. Essa multiplicidade de almas é coisa de poeta, dirias, tão banal.&lt;br /&gt; Hoje eu choro a tua morte, queridíssimo e a minha também. Tu que morreste antes de envelhecer em mim, tu que te mataste pela via da palavra, tu que te traíste e me feriste ao dizer que o mal que te fiz foi muito maior do que todo o bem que te possa ter feito. Parar de viver e morrer não são a mesma coisa. O mundo não recua, apenas avança. Se é certo que “nada passa e nada fica, é apenas a ilusão do tempo”, que claro fique: isso não é um ensaio sobre as fragilidades da vida, mas sim um rompante de força em que me jogo para dizer que enquanto tu morres, eu prosseguirei lutando para viver. Enquanto tu vivias, podias sempre voltar e respingar tuas verdades absolutas, no entanto não viveste o suficiente  para compreender. Ainda não aprendemos tudo. Ainda morreremos mil vezes até o gran finale. Por ora, neste ínfimo espaço de inexistência, tragam as flores em meu nome. Que a terra te seja leve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-7125786516929012289?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/7125786516929012289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=7125786516929012289&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7125786516929012289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7125786516929012289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2011/02/quando-tu-vivias.html' title='Quando tu vivias...'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nU56iDYCrQI/TWMAChDb4RI/AAAAAAAAALE/AtQYQZxg1nQ/s72-c/Choram%2Bas%2Brosas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-4563755615318627748</id><published>2010-11-17T13:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T13:44:52.431-08:00</updated><title type='text'>Infinitas significações.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TORMg1HvntI/AAAAAAAAAK0/c8HymRpsXRw/s1600/Olhos%2Bvendados"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TORMg1HvntI/AAAAAAAAAK0/c8HymRpsXRw/s400/Olhos%2Bvendados" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540637568471637714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus de vez em quando me castiga. Me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra."[Adélia Prado]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Muitas vezes, no universo veloz em que vivemos, os olhos nos traem. Em quantos momentos, de fato, paramos para ver, admirar, contemplar, atentar ao que a visão nos mostra? Nem sempre ultrapassamos as linhas do superficial. Afinal, o que é olhar e o que é ver?&lt;br /&gt; O lugar comum nos relata que “as aparências enganam”. Nesse sentido, estar diante da novidade, a princípio, nos faz tomar posicionamentos que poderiam ser modificados caso prestássemos maior atenção. O olhar é vago, impreciso e não nos oferece uma total impressão, uma vez que é presença de primeiro momento.&lt;br /&gt; O perigo pode residir aí. Em relacionamentos instantâneos, por exemplo, quando rapidamente olhamos – a cor da pele, o modo de vestir-se ou comportar-se do outro pode nos causar aversões que culminam em julgamentos muitas vezes precipitados, o que seria facilmente solucionado se parássemos para ver.&lt;br /&gt; É o ver que nos oferece a possível diferença. Ver é olhar profundamente, estar mais atento ou disposto a compreender muito mais do que entender. Ver é parar para admirar e tentar conhecer, não julgar ou condenar, mas sim, tentar perceber.&lt;br /&gt; Todos são verbos de infinitas significações. Cabe somente a nós saber e querer conhecer suas sutilezas para viver bem sem cometer injustiças. Sobretudo, amar aos que estão à nossa volta sem o véu do preconceito que tantas vezes nos cega e, nessa condição, seremos sujeitos alienados que nada vêem por não sabermos a importância ou a diferença – sutil – entre olhar e ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto produzido em sala de aula, junto com os alunos, após propor o tema a eles, mediante a leitura da crônica de Rubem Alves “A complicada arte de ver.”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-4563755615318627748?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/4563755615318627748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=4563755615318627748&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4563755615318627748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4563755615318627748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/11/infinitas-significacoes.html' title='Infinitas significações.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TORMg1HvntI/AAAAAAAAAK0/c8HymRpsXRw/s72-c/Olhos%2Bvendados' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-5107055040974465175</id><published>2010-11-10T12:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T12:45:00.591-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TNsDMa3dexI/AAAAAAAAAKs/4U3d2wlq9c0/s1600/O%2Bpassado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TNsDMa3dexI/AAAAAAAAAKs/4U3d2wlq9c0/s400/O%2Bpassado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538023678687410962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O passado embrulhado para presente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não sei se não ter&lt;br /&gt;é melhor que ter e perder,&lt;br /&gt;ou perder&lt;br /&gt;é o ter que resolveu viajar.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amiga me escreveu contando que recebera, pelo seu aniversário, um poema de presente. Diz – e percebe-se a emoção e alegria em suas linhas virtuais – que esse amigo talvez arrastasse uma asinha para ela, na juventude. Ela, prestes a completar 58 anos, recebeu de presente um poema mais que de amor que falava do passado e  que começava assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não sei se ainda &lt;br /&gt;somos a mesma essência,&lt;br /&gt;ou apenas reticências&lt;br /&gt;de um período quase sem verbo de ligação.&lt;br /&gt;Não sei se quase-sessenta&lt;br /&gt;É também quase sensato,&lt;br /&gt;ou apenas um inócuo passado&lt;br /&gt;do quase-acontecimento.(...)”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Uma asinha, um bonde, um metrô inteiro, talvez, ou quase. O fato é que o tempo não apagou aquele sentimento que, certamente, nutria por ela e que, mesmo sem ser correspondido, permanece ainda entre os dois. Mesmo que apenas um ame, a união se faz. Um coração que bate por outro e o declara, toca no outro. É por isso que passados os anos ouvimos nossas mães ou avós comentarem ao verem e reconhecerem num Sr distinto na rua a figura de um amor do passado: “aquele ali queria me namorar quando eu era jovem.” Fica a lembrança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre as mulheres se casaram com os homens que mais as amaram e também não é regra que tenham se unido aos que mais tocaram seus corações. A vida exige decisões, escolhas, caminhos a serem seguidos e neles, muitas vezes, perde-se algumas pessoas para se poder ganhar outras. Um amor aqui, um namorico ali, um envolvimento de outro lado, aquela paixão arrebatadora  lacrada naquele caderno, o álbum de fotografias escondido no cofre, tudo amarelecido, cheirando a passado e tempo. Mas disso também vivemos e revivemos - aconteça a quem acontecer, nossas amigas, as mães delas e nossas ou nós mesmas:  do que foi vivido ou sonhado, nutrido, acalentado, somado, diminuído, esgotado ou esquecido. Tudo foi vida que o tempo se encarregou de não deteriorar pois de essência foi fabricada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores antigos de tempos em tempos voltam, revoam à nossa volta como a pedir alento ou um bocadinho de passado que os console, consolando, assim, a nós mesmas também. O amigo de minha amiga, assim, nesse aniversário resolveu aparecer para deixar a ela suas palavras, segundo ele, feitas “agora, neste instante”. Ah, o agora, os instantes, componentes máximos do que somos sem que sequer, no passado, julgássemos poder ser porque somente o tempo nos dá mais dúvidas para que nos tornemos mais sábios, mais dores para que aprendamos a melhor caminhar, mais desafios para que procuremos maiores esperanças, mais lembranças para que possamos ainda sonhar  e mais, muito mais obstáculos para que possamos provar nossa coragem de prosseguir e continuar vivendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roseli Broering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-5107055040974465175?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/5107055040974465175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=5107055040974465175&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5107055040974465175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5107055040974465175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/11/o-passado-embrulhado-para-presente-nao.html' title=''/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TNsDMa3dexI/AAAAAAAAAKs/4U3d2wlq9c0/s72-c/O%2Bpassado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-614579944671835503</id><published>2010-08-16T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T19:02:43.860-07:00</updated><title type='text'>“Velhos tempos, belos dias”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGntcGtoxWI/AAAAAAAAAKc/9ZYGyIuJDj8/s1600/velhos+tempos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 184px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGntcGtoxWI/AAAAAAAAAKc/9ZYGyIuJDj8/s400/velhos+tempos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506193086531290466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim...” Sim, a música é antiga. Se fossem pesquisar, veriam que é da década de setenta, do século XX (Eu acho...). Deus, como parece distante. Nossa Senhora, como está pertinho agora, diante de mim. 31 anos. Neste ano faz trinta e um anos que fui ao show do Ronie Von, no ginásio do SESC – lotadasso de adolescentes como eu, gritando histéricas pelo ídolo. Eu não estava assim excitada. Mal falava diante de tantas surpresas. Lembro que só olhava. E ouvia. Atentava para tentar compreender o que ocorria ali. Ele usava uma camisa de cetim branca, um cravo vermelho na lapela do paletó que tirou ante os gritos da galera. Momento mágico foi aquele. Mágico porque eu estava lá e nem sabia que estaria. Minhas amigas, com mais posse, compraram ingressos com antecedência enquanto o meu chegou às minhas mãos uma hora antes, pelas mãos de meu irmão, que os ganhara e resolveu levar a mim, já que o pai da namorada não permitira. Sorte a minha.&lt;br /&gt;Nem vi minhas amigas. Elas foram mais cedo, pegaram os melhores lugares. Eu fiquei bem longe mas para mim era indiferente: eu estava ali, ouvia aquele barulho forte, que mexia com meus nervos e via aquele artista de carne, osso e pescoço no mesmo espaço que eu, cantando, me deslumbrando. Como eram lindos seus dentes, seu sorriso, tudo à sua volta. Como eu via encantador o mundo daquela gente toda, vivendo aqueles momentos, como eu me via ali, tão abstraída de minha própria vida pois aquela, com certeza, era uma vivência que eu jamais vira ou imaginara. Quando ele cantou “Love me Tander” em homenagem ao Elvis que havia sido assassinado há um mês, eu chorei. Ele também. E fomos todos naquela hora, a platéia inteira junto dele e do morto, um só.&lt;br /&gt;De infância pobre, um ingresso como esses só ganhado mesmo. Também foi assim quando fui ao teatro pela primeira vez. Também eram assim as roupas que eu usava: a maioria delas, ganhava da prima que crescia mais do que eu e tinha até TV em casa. (Um dia ainda vou escrever sobre a experiência de ter visto a Pantera Cor-de- Rosa colorida pela primeira vez!) Maçã eu comia quando ia com minha mãe à cidade - era como ela chamava o centro de Florianópolis - e tinha que escolher entre a verde e a vermelha. Escolha complicada. Eu gostava tanto das duas. Maionese na minha casa, só aos domingos. Sobremesa também. O lanche que eu levava para a escola, era pão feito em casa com o que tivesse. No meu aniversário era legal: eu ganhava dinheiro para comprar no barzinho uma pepsi de garrafa. Dúvida cruel: eu também gostava de mirinda. Acompanhava esse refrigerante uma pipoca e a doce era a minha preferida embora o cheiro da salgada jamais tenha saído de minha memória.&lt;br /&gt;A boneca da vez era a Susi. O sonho de ganhar uma era acalentado a cada Natal. Um dia ela chegou. Fora de uma prima distante, que possuía muitas e não lhe faria falta aquela que a mãe dela, minha madrinha, me deu de tanto que a segurei quando os fomos visitar em Joinville. Filha de costureira, aprendi a fazer roupas lindas para a minha Susi. Vestidos de noiva eram os meus preferidos, com véus longos que eu prendia na cabeça dela com alfinetes surrupiados de minha mãe. E pequenas flores que eu mesma fazia, com minhas mãozinhas magras. Sobrevivi a tantos quereres sem dor e não guardo trauma por não ter tido muitos bens que outras crianças de minha idade tiveram. Nas minhas recordações, há muitas presenças alegres, bem mais do que tristes, podem apostar.&lt;br /&gt;Hoje me vejo mais velha. Meus filhos cresceram num mundo mais fácil para se viver. Sempre tiveram o que lhes pude oferecer – nada muito valioso, nada paupérrimo também e tudo o que lhes dei foi a custa de muito trabalho. Conhecem teatro, freqüentam cinema, nunca lhes faltaram livros – objeto de decoração na estante da minha casa em criança, e raros! A mais velha quis ser bailarina, o do meio aprendeu um pouco de judô, ambos gostaram por um tempo de música e aprenderam a tocar piano e teclado. O mais jovem faz inglês e passa horas diante de um computador “vivendo” um ambiente esquisito, tão diferente do que foi o meu.&lt;br /&gt;Entendo que são felizes no mundo deles e que a tecnologia vem se desenvolvendo para ajudar o homem a ser mais independente, porém sempre me pergunto: o que será dos meus netos neste mundo individualista e frio das telas dos computadores, dos homens mais calculistas, competitivos?&lt;br /&gt;Pulo aqui as fases tantas que foram vividas em 31 anos. Não é plausível para uma crônica listar assuntos tão variados mas, quero lançar um questionamento simples: será que nossos adolescentes e crianças lembrarão 31 anos depois do primeiro show que foram, do que sentiram, do que choraram? Será que lembrarão de algum brinquedo especial nesse lugar de vivências em que tudo quebra em dois dias e onde tudo perde a graça tão depressa? Na era do Enter e do Del, de que recordarão meus netos? Jovem eu escrevia em cadernos minhas primeiras poesias e as tenho até hoje, lutando anos contra baratas, fungos, traças, mudanças. Pobres cadernos furados que guardam minhas palavras e pensamentos. Fedem a tempo, dizem os mais tenros. Cheiram saudade, afirmo com certa meiguice. Hoje ainda registro em papel escrito as maluquices que escrevo. É minha letra, gente! Minha caligrafia faz parte da história da minha vida.&lt;br /&gt;O computador é traiçoeiro. Os vírus matam os textos e as construções de cada ser e, pior: os mais jovens não dão bola. Faz-se outro, compra-se outro, esquece-se. É a vida! Eu discordo. A vida é o que se registra e se guarda para provarmos que existimos, que passamos por aqui. A vida é composta por retratos em papel, por folhas e canetas, por elementos simples que estão sendo deixados de lado em prol do que chamam modernidade. 31 anos depois do Ronie Von e da morte de Elvis, “eu me lembro com saudade o tempo que passou, tempo que passou depressa mas em mim deixou, jovens tardes de domingo, tantas alegrias, velhos tempos, belos dias...”.&lt;br /&gt;É lógico que não posso mais voltar àquela praça. Ali existe hoje um prédio. É óbvio que não vou obstruir o progresso em nome de meu saudosismo. É claro que não pretendo envelhecer numa cadeira de balanço sofrendo pelo que mudou, mas uma coisa quero: que as pessoas valorizem mais o ser do que o ter, que um beijo seja mais importante do que um jogo novo, que um livro seja mais interessante do que um resumo pego na Internet no domingo à noite para a prova de segunda.&lt;br /&gt;Não resumam suas vidas. Cantem mais as boas músicas, pesquisem mais, conheçam a história de seus pais, conversem com os mais velhos, utilizem mais canetas do que CDs, montem álbuns com fotografias - não no orkut – sejam mais gente do que robôs e um dia, espero, nos encontrarmos para lembrar deste tempo, o de agora, em que nossas vidas, através dessa crônica se cruzaram e tocaram seus corações. “A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa e nunca esquece a felicidade que encontrou. Eu sempre vou lembrar daquele banco lá da praça...” Por onde andará o Ronie Von? Se alguém souber, comente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S – Esta crônica foi publicada em 2008, logo que o blog nasceu. Publico-a hoje outra vez para que meus novos leitores conheçam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-614579944671835503?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/614579944671835503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=614579944671835503&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/614579944671835503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/614579944671835503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/08/velhos-tempos-belos-dias.html' title='“Velhos tempos, belos dias”'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGntcGtoxWI/AAAAAAAAAKc/9ZYGyIuJDj8/s72-c/velhos+tempos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-8711214288593139764</id><published>2010-08-14T17:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T17:14:56.732-07:00</updated><title type='text'>Permanência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGcxTa_XJOI/AAAAAAAAAKU/49d6JoqNe0M/s1600/Caudalosa.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 174px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGcxTa_XJOI/AAAAAAAAAKU/49d6JoqNe0M/s400/Caudalosa.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505423279216076002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Permanecer: demorar-se; ficar. Continuar a ser, conservar-se. Continuar existindo, perdurar, persistir&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa noite da primavera de 2002, novembro. 13. O li e fiquei extasiada, tanto que anotei no livro – “como ficar indiferente a um poema assim¿”&lt;br /&gt;Hoje reabro o livro e a mesma sensação de beleza me toma. Quase oito anos se passaram desde a primeira leitura e, é claro, não sou a mesma daquele tempo. Entretanto, algo ficou em mim daquela que fui. Se assim não o fosse, que motivo teria eu para escrever hoje¿&lt;br /&gt;Fica o texto, não para ser interpretado. Como disse Quintana, “&lt;em&gt;o poema já é uma interpretação.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII&lt;br /&gt;Vou indo, caudalosa&lt;br /&gt;Recortando de mim&lt;br /&gt;Inúmeras palavras.&lt;br /&gt;Vou indo, recortando&lt;br /&gt;Alguns textos antigos&lt;br /&gt;Onde a faca finíssima&lt;br /&gt;Sublinhava&lt;br /&gt;As legendas políticas&lt;br /&gt;E um punhal incisivo&lt;br /&gt;Apunhalava&lt;br /&gt;Um corpo amolecido&lt;br /&gt;O olho aberto, uma bota&lt;br /&gt;Pontiaguda&lt;br /&gt;entrando no teu peito.&lt;br /&gt;Os meus olhos te olhavam&lt;br /&gt;Como de certo o Cristo&lt;br /&gt;Te olhou, piedade&lt;br /&gt;Compaixão infinita&lt;br /&gt;Ah, meu amigo&lt;br /&gt;Que límpida paixão&lt;br /&gt;Que divina vontade&lt;br /&gt;Fervor feito de lava&lt;br /&gt;Fogo sobre a tua fronte&lt;br /&gt;Tanto amor&lt;br /&gt;E não te deram nada.&lt;br /&gt;Deram-te sim&lt;br /&gt;Ferocidade, grito&lt;br /&gt;E sobre o corpo&lt;br /&gt;Chagas&lt;br /&gt;E mãos enormes, garras&lt;br /&gt;Te levando o rosto&lt;br /&gt;E inúmeras palavras&lt;br /&gt;Tão inúteis na noite.&lt;br /&gt;Diziam que adolescência&lt;br /&gt;Moldou a tua idéia&lt;br /&gt;Que eras como um menino&lt;br /&gt;De encantada imprudência&lt;br /&gt;Loucura caminhares&lt;br /&gt;Na trilha da floresta&lt;br /&gt;Sem luminosa armadura.&lt;br /&gt;Mas eu, poeta, vou indo&lt;br /&gt;Caudalosa&lt;br /&gt;Recortando as palavras&lt;br /&gt;Tão inúteis&lt;br /&gt;E os meus olhos de treva&lt;br /&gt;Vão te olhando&lt;br /&gt;E te guardo no peito&lt;br /&gt;Intenso, aberto&lt;br /&gt;Colado a mim&lt;br /&gt;Homem-Amor&lt;br /&gt;Inteiro permanência&lt;br /&gt;No todo despedaçado&lt;br /&gt;Do poeta.&lt;br /&gt;(Hilda Hilst)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roseli. 14 de agosto de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-8711214288593139764?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/8711214288593139764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=8711214288593139764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8711214288593139764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8711214288593139764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/08/permanencia.html' title='Permanência'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGcxTa_XJOI/AAAAAAAAAKU/49d6JoqNe0M/s72-c/Caudalosa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-2870131888025054857</id><published>2010-08-11T19:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T19:59:57.811-07:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNi_40ywRI/AAAAAAAAAKM/ZR4tQWhO26I/s1600/HPIM9899.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNi_40ywRI/AAAAAAAAAKM/ZR4tQWhO26I/s400/HPIM9899.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504352019301974290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O próximo instante é feito por mim? Ou se faz sozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como parar para refletir em momentos de agonia suprema, neste inverno. Grave ironia! Parar para pensar já é algo inusitado, afinal, pensamos o tempo todo. Em tudo, só não nos damos conta. Lembranças, ideias, inovações do espírito, loucuras da alma, trivialidades estão sempre conosco. Nós é que não damos oportunidades para que venham à luz o tempo inteiro, até porque nosso tempo é sempre uma metade – metade sou gente comum que trabalha, luta, corre e tenta vencer o cansaço. Outra metade,  subjetividade, afetos, recordações, vontades não consentidas, mistérios.&lt;br /&gt;E a vida, Senhor dos mundos? “E a vida o que é, diga lá, meu irmão!” Pergunta sem resposta, Gonzaguinha!&lt;br /&gt;Assim também pensar no que se foi nem sempre nos dá respostas. Muito mais indagações, porém é necessário prosseguir. Há caminhos, escolhas, muitas mortes entre elas, mas vamos parar tudo e enfiar a cara no travesseiro, entrar na concha e fingir-se de morto? Não dá. Há muito mais à nossa volta nos chamando a agir do que a estagnar-se. Por mais que estejamos meio mortos por dentro, sempre haverá quem precise do nosso contentamento exterior.&lt;br /&gt;O passado, nossas dores, os amores que se foram, por exemplo, nos constituem, fazem-nos. Amar é tornar-se, ultrapassar-se e saber-se vivo, ainda que este amor tenha ficado na lembrança, numa saudade dolorida, silenciosa e secreta. Quem amou, viveu. Quem perdeu ou deixou perder-se, sofre, mas leva consigo a chama de uma vela acesa – a luz  intensa daquilo que experienciou. Somos lembrança constante e isso é vida também!&lt;br /&gt;Guardo a lembrança de um amor bonito e é esse amor que me chama agora à escrita dessas linhas. Foi vivido e vívido, sonhado e realizado, subjetivo e concreto. Fez-se em histórias, mimos, aconchegos. Multiplicou-se em afetos, como flores coloridas num canteiro interior. Houve espinhos também? Sim. Não seria tão perfeito se os empecilhos não surgissem. Se não sabem, disso também é feita a vida – de pedras e de pétalas no caminho. &lt;br /&gt;O meu amor é o que guardo dele com a pureza de minha alma e não posso acusar a vida porque não houve o tal “felizes para sempre”. Vou xingar o destino e desistir do que há por vir? E alguém aí sabe me dizer qual é o futuro e o que ele nos trará? Indagações apenas... &lt;br /&gt;O que me move hoje, talvez seja o frio, este inverno, as recordações e um cansaço natural de pensar em tantas (im) possibilidades. Aliadas à sensibilidade, as palavras chegaram. Sim, elas nos pegam de surpresa às vezes, nos tocam, ferem, rodopiam à nossa volta, pedem passagem e dominam, tanto quanto encantam e acalentam. Hoje sou apenas saudade, essa palavra bonita que dói. Eu não queria pensar nela, nem em nada. Queria apenas adormecer,  mas aquela vela acesa está aqui, bem aqui, dentro de mim e eu não consigo parar de olhar para ela, ainda que somente eu a perceba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-2870131888025054857?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/2870131888025054857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=2870131888025054857&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2870131888025054857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2870131888025054857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/08/saudade_11.html' title='Saudade'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNi_40ywRI/AAAAAAAAAKM/ZR4tQWhO26I/s72-c/HPIM9899.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-3456167302192432190</id><published>2010-08-11T19:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T19:28:19.981-07:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNb1KjW4sI/AAAAAAAAAKE/8-Yz5Pf-60c/s1600/Eu+costas.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504344138500727490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNb1KjW4sI/AAAAAAAAAKE/8-Yz5Pf-60c/s400/Eu+costas.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-3456167302192432190?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/3456167302192432190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=3456167302192432190&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3456167302192432190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3456167302192432190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2010/08/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/TGNb1KjW4sI/AAAAAAAAAKE/8-Yz5Pf-60c/s72-c/Eu+costas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-2319545297656981494</id><published>2009-10-17T20:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T20:31:52.318-07:00</updated><title type='text'>Uma Rosa, com amor.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma Rosa, com amor।&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Talvez a morte tenha mais segredos&lt;br /&gt;para nos revelar que a vida.’&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Fleubert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar.” Assim escreveu Blaise Pascal. Quintana, o poeta da ternura deixou dito sobre as mil mortes que vivemos, numa frase de um poema canônico: “Da vez primeira em que me assassinaram, perdi o jeito de sorrir que eu tinha...”. E nós, pobres e medíocres escritores de cozinha, que diríamos sobre a morte nossa, essa “indesejada das gentes”¿&lt;br /&gt;Estava aqui pensando sobre as tantas vezes que morremos em vida. A morte nossa vem a cada dia. Quanto mais se vive a vida, mas se avança para ela, afinal. No entanto, morrer assim de repente é comum. Digo morrer um pouco, morrer por dor de dentro. Morremos quando alguém nos ofende. Morremos quando alguém nos trai. Igualmente morremos um bocado quando alguém morre de verdade. Já vi tantos dos meus irem embora sem que sequer me tivesse sido dado o direito de me despedir. Morremos quando um amor se vai, quando um sonho despenca da nuvem, quando uma esperança se dissolve no ar bem na nossa cara feito bola de sabão. Morremos, sim, a cada dor, a cada insatisfação, a cada frustração. E nos diluímos em lágrimas por cada uma dessas mortes até que revivemos, como fênix. Meio sem penas, com as asinhas chamuscadas, capengas, revivemos, respiramos, arregaçamos as mangas, tomamos calmantes e seguimos. Nem sei se em frente, mas por onde se possa caminhar ou navegar, já que é mesmo preciso.&lt;br /&gt;Assim, já morri muitas vezes. Ao ver meu pai num caixão, ao velar amigos e até mesmo, quando criança, ao pensar na morte como coisa certa para a vida – que coisa mais errada isso, meu Deus! – a única certeza que me foi passada foi sobre o fim. E meus começos todos, pensava¿ Sofri a dor da ideia de saber os meus mortos futuros, cadáveres adiados. Chorava, esperneava em vão. Depois vieram de fato as mortes menores. Amigas me trocaram por outras. Casamento se foi. Novos amores bonitos também acabaram e a cada vez que isso tudo ocorreu, morri. Fui assassinada em meus sonhos mais puros e nada há de mais belo num ser assim efêmero do que seus sonhos. Vi-os mutilados, arrebentados, cacos de vidro dispersos no chão. Juntei, colei, tão longe da perfeição. Acho que muito mais colei a mim, pedaço a pedaço, para renascer. E renasci assim, meio morta-viva. Reaprendi a sorrir enquanto no chuveiro, chorava. Agarrei-me no sorriso dos outros, peguei carona na alegria alheia, maquiei minha face e minha alma e saí para dançar. Encontrei a vida e a morte sempre juntas porque são, de fato, amigas inseparáveis.&lt;br /&gt;Vivo hoje a maturidade. Ainda consigo conceber a ideia de sonho. Uns morreram, outros nasceram. Nenhum reviveu mas, os trago comigo nos poemas que escrevo, naquilo que penso quando o mundo já dormiu, no que marquei em minha vida, essa breve passagem.&lt;br /&gt;Marquei lençóis com meus bordados, na juventude. Monogramas que o tempo rasgou. Frisei rostos em papel fotográfico que haverão de amarelar um dia. Teci casaquinhos para os filhos que cresceram e ganharam asas. Costurei cortinas para a casa que também morreu com o amor. Pousei beijos em faces tantas e com tanto carinho, porém alguns ficaram fixos apenas na minha memória que não morre. Tatuei um amor, um sonho, que hoje é saudade. Minha rosa vermelha no pé direito representa hoje todas as flores que também – atitude de gente que quer se fazer eterna – fixei na terra, ainda que ciente de sua efemeridade. “Tudo passa sobre a terra.” É frase literária e certeira. Eu também vou passar, igual ao rio que se perde no mar.&lt;br /&gt;Em algum dia eu também vou morrer, meu corpo se tornará adubo para flores, como no filme e, assim como tive desejos para a minha vida, tenho alguns para este dia.&lt;br /&gt;- Tragam-me flores, muitas. Coloquem sobre meu corpo os poemas que escrevi, ao menos alguns deles. Fotografias em que esteja sorrindo mostrando que embora morta muitas vezes, meu rosto tentou disfarçar e concebeu vida a outros. Chorem tudo o que tiverem que chorar lembrando que eu mesma fui sempre a rainha das lágrimas. Só não sofram além da conta. Para quem em vida tantas vezes foi assassinada, estar a caminho do além não deve ser coisa ruim. E vou em paz! É assim que penso e pronto! Mas uma coisa, deixo dito, não façam: Não me coloquem meias e não cubram meus pés. No meu pé direito há uma flor. A mais importante de todas. Muitos em vida sequer a perceberam, mas no dia de meu velório, deixem minha rosa à mostra. Somente essa flor é essencial. Se quiserem dizer algo, digam um trecho de “O pequeno Príncipe”: “Se você ama uma flor da qual no mundo há um exemplar somente, isto basta para que sejas feliz quando a contemplas.” Essa é minha oração de cabeceira. E que os que ficam não se deixem morrer tão fácil. Amém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-2319545297656981494?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/2319545297656981494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=2319545297656981494&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2319545297656981494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2319545297656981494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/10/uma-rosa-com-amor.html' title='Uma Rosa, com amor.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-5756116822164993138</id><published>2009-05-07T17:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T17:39:29.137-07:00</updated><title type='text'>HISTÓRIA DE MULHER</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN9wEUDucI/AAAAAAAAAJw/xRPiI6W07VY/s1600-h/A+contando+hist%C3%B3rias3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333244648481864130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN9wEUDucI/AAAAAAAAAJw/xRPiI6W07VY/s400/A+contando+hist%C3%B3rias3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN-vQ67CDI/AAAAAAAAAJ4/sZa3Nx0hxEU/s1600-h/bem_mae%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333245734197856306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN-vQ67CDI/AAAAAAAAAJ4/sZa3Nx0hxEU/s400/bem_mae%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN9R54liUI/AAAAAAAAAJo/DYBFSfsirrU/s1600-h/A+eu+m%C3%A3e.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333244130286209346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN9R54liUI/AAAAAAAAAJo/DYBFSfsirrU/s400/A+eu+m%C3%A3e.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Nasceu pequenina, miúda, franzina. Comentário na vizinhança: - Leva pra benzer. Esta menina é embruxada...&lt;br /&gt;De nada valiam as reforçadas comidas que a mãe preparava nem mesmo as homeopatias que o pai fazia.&lt;br /&gt;Foi crescendo. Entre outros irmãos, era a mais velha. Ia para a roça, apanhar café, catar mata-pasto, cortar trato para o gado.&lt;br /&gt;Brincar ? Só aos domingos e tinha que voltar antes das cinco.&lt;br /&gt;Aos quinze anos, perdeu o pai. Ficaram seis filhos para ajudar à mãe. E a menina miúda sem corpo de mulher teve que ver seu trabalho dobrar. Agora era questão de sustento. Lavava, passava, fazia bolos, pães e tinha que dar banho nos irmãos menores.&lt;br /&gt;Falava mal! E a mãe dizia : - "Cuidado! , vais te casar e ter ainda uma ninhada como eu tive!&lt;br /&gt;Dezesseis anos.&lt;br /&gt;Aprender costura com a tia mais velha. Profissão.&lt;br /&gt;Dezoito anos.&lt;br /&gt;Casou-se. Estava na hora. Precisava formar família, ter seus filhos.&lt;br /&gt;Decepção. Seu par não era tão perfeito. Continuou lutando, costurando...&lt;br /&gt;Detestava fazer roupas para homem, e pensava: faço os vestidos para fora e, com o dinheiro, pago as calças.&lt;br /&gt;Primeiro filho: homem. Segundo: homem. Terceiro: homem.&lt;br /&gt;Tomou uma calça velha, desmanchou, aprendeu o corte e começou a vestir, sem gastar muito, seus homenzinhos que mais pareciam princepezinhos mesmo vestidos com sobras ou reformas de roupas velhas.&lt;br /&gt;Dificuldades sempre.&lt;br /&gt;Mudou-se na esperança de uma vida melhor. Veio o quarto filho: homem. Parto difícil. Quase se foi.&lt;br /&gt;Sofria. Longe de casa, sua cidade, sua mãe...&lt;br /&gt;Quatro filhos, falta de emprego. Cidadezinha pequena e pobre. Ninguém, pagava costuras.&lt;br /&gt;Sofreu a fome, a miséria, a humilhação mas, ergueu sua cabeça e prosseguiu.&lt;br /&gt;Mudou de cidade, melhorou de vida e veio-lhe mais um filho.&lt;br /&gt;Nasceu menina!&lt;br /&gt;Pequenina, miúda, franzina. - "leva pra benzer. Essa menina é embruxada!&lt;br /&gt;- Princesa embruxada, amada, sonhada!&lt;br /&gt;A vida melhor, enfim, deu um passo à frente. Lutava!&lt;br /&gt;Costurava. Fazia pirulitos, pipocas. Já tinha meninos maiores para ajudar a vender.&lt;br /&gt;Marido bebia, caía na rua, fazia escarcéu e ela, forte, sempre.&lt;br /&gt;Voltaram para a terra natal. Mais um filho: homem novamente. Bola para a frente!&lt;br /&gt;Finalmente foi reconhecida na cidade maior, costureira de mão cheia, freguesas ricas, muito trabalho sempre.&lt;br /&gt;Quarenta anos: mais um filho. Sonho de ter uma outra menina. Gravidez de risco. Tratamentos, vitaminas.&lt;br /&gt;Nasceu menina! Era o sonho realizado. Fim da trajetória mas, era preciso continuar lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido adoeceu. Virou enfermeira. Enfermeira, costureira, cozinheira...&lt;br /&gt;Filhos criados, bem encaminhados. Comerciantes, professora, contadora, coronel...&lt;br /&gt;Marido se foi. Sofreu a tristeza, o vazio, a depressão. Tratou-se, rezou, venceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fez cursos profissionalizantes. Estudou até a Quarta série primária, esqueceu seus sonhos de menina, não ganhou a boneca de porcelana, driblou mil crises, viu a moeda mudar várias vezes, ouviu pelo rádio tantas notícias tristes sobre seu país porém, sempre manteve a honestidade e dignidade pela vida afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem hoje 16 netos e quatro bisnetos, aos 72 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto-lhes esta história porque é verdadeira. Aqueles princepezinhos, todos os vi passar por minha vida e essa mulher maravilha é minha mãe. Dizer que sem ela eu nada seria é quase cair no lugar comum, mas sem seus ensinamentos, meu caráter não teria sido formado e a minha sede de lutas jamais se propagaria. Foi ela quem me ofereceu os primeiros livros, quem me ensinou, entre outras coisas e em meio a tantos afazeres, a ser mulher. Ela é meu exemplo, meu outro eu, sempre presente, o colo que ainda preciso, o espelho em que me vejo para conseguir a cada dia tornar-me melhor.&lt;br /&gt;Na semana do dia das mães, te abraço, minha mãe, como se pudesse ofertar esse carinho a todas a mulheres-mães do mundo com a certeza de que Deus olha por todas, por todas nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roseli Broering, &lt;em&gt;filha, mãe e avó.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-5756116822164993138?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/5756116822164993138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=5756116822164993138&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5756116822164993138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5756116822164993138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/05/historia-de-mulher.html' title='HISTÓRIA DE MULHER'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SgN9wEUDucI/AAAAAAAAAJw/xRPiI6W07VY/s72-c/A+contando+hist%C3%B3rias3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-1563978423399700460</id><published>2009-04-24T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T16:43:12.660-07:00</updated><title type='text'>Olá, quer teclar?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOWiygtMI/AAAAAAAAAJg/iR0cwuGTSTg/s1600-h/virtual2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328407458335470786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 89px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOWiygtMI/AAAAAAAAAJg/iR0cwuGTSTg/s400/virtual2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOQWjXGaI/AAAAAAAAAJY/RZXZxYP_AW0/s1600-h/virtual3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328407351971486114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 114px; CURSOR: hand; HEIGHT: 94px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOQWjXGaI/AAAAAAAAAJY/RZXZxYP_AW0/s400/virtual3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOLzmk0-I/AAAAAAAAAJQ/FWxUj0959As/s1600-h/Virtual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328407273870250978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 87px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOLzmk0-I/AAAAAAAAAJQ/FWxUj0959As/s400/Virtual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Olá, quer teclar?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“A literatura é essencialmente solidão. Escreve-&lt;br /&gt;se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt; o ato de leitura permite uma comunicação &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;entre dois seres humanos।&lt;/em&gt;” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; Paul Auster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;François Mauriac, provavelmente num momento solitário de escritura deixou dito que “Cada um de nós é um deserto।” A solidão do mundo moderno tem levado milhares de pessoas a procurar modos de domá-la, essa fera invisível e dolorosa. Assim, muita gente tem procurado a Internet para encontrar alguém com quem conversar nas noites ou momentos de insônia da alma. É a palavra escrita enviada a longas ou pequenas distâncias, porém não menos significativas.&lt;br /&gt;Da terra do sol nascente, um escritor deixou grifado  que “A solidão é o preço que temos de pagar por termos nascido neste período moderno, tão cheio de liberdade, de independência e do nosso próprio egoísmo.” Questiono-me acerca dessa modernidade, das facilidades desse mundo repleto de opções. A noite, os dias porque não dizer?, estão recheados de modelos de diversão – bares, boates, botecos, danceterias, shoppings e afins.&lt;br /&gt;Se há um  universo que favorece o conhecimento das gentes, o que leva certas pessoas a procurar  no recanto de seus lares, através da tela e das teclas de um computador, a companhia desejada ou sonhada? Seria o medo de tentar, de arriscar? Não sei, mas há algo estranho no ar. Estranho e mágico, vamos ler?&lt;br /&gt;Já conheci muita gente que viveu ou contou histórias sobre relacionamentos que começaram no virtual e tornaram-se reais com direito a felicidades plenas. Já ouvi também muitas outras narrações de gente que entrou pelo cano com patifes que se faziam passar por outra pessoa via rede. A conhecida de uma amiga minha foi conhecer o espanhol por quem se apaixonara via tela e voltou com uma aliança de 30gm de ouro no dedo da mão direita. Largou o namorado enrolão no Brasil, o emprego na universidade, deixou uma banana para o ex-marido, pegou as filhas e está vivendo em uma rica mansão em Madrid – e feliz! Outra teclou numa noite de insônia aquele que dizia ter sonhado anos a fio com um par de olhos negros. Conheceram-se pessoalmente numa noite de junho, na Ilha de SC. Passaram horas  conversando, beijaram-se, namoraram, noivaram e estão casados até hoje. Ele jurou a ela que encontrara finalmente o par de olhos há tanto buscado.&lt;br /&gt;E assim, na vida real se vai ouvindo tantas histórias de gente que jamais se conheceria se não fosse o advento Internet. Mundo distantes que se encontram, teclas que se unem, telas que se beijam, mãos virtuais que se tocam e sentem, sentem de verdade. Nesse mundo considerado estranho por muitos, atrás de cada computador há , de fato, um ser real, que, como tal, lógico, pode estar ali para o bem e para o mal.  Há um provérbio que diz que “Estar em correspondência com um ausente equivale a encurtar metade da distância que dele nos separa.”&lt;br /&gt;Nunca as distâncias se tornaram tão presentes, no entanto também (e sobretudo) nunca as ausências foram tão encurtadas, jamais as pessoas buscaram tanto pelo desconhecido  que quer fazer-se conhecer com seus mistérios e delícias como nesse mundo da modernidade. Será a solidão?&lt;br /&gt;A busca do “famoso” par perfeito prossegue. Há sites e mais sites de relacionamentos prometendo que ali se encontrará a metade da laranja, a outra face, a completude. Neles se pode ver o perfil do (a) candidato (a) a ser o dono ou dona do seu coração. Das frases de chamada mais engraçadas às mais sérias, das fotos mais sensuais ou ocasionais ou mesmo os sem rosto, um fato se percebe claramente: a busca incessante pela felicidade a dois, pelo carinho que qualquer ser humano precisa, pelo afeto que as palavras podem trazer junto ao alívio a corações que já buscaram tanto no mundo real e, talvez até por pura timidez, não encontraram. No despertar da curiosidade, ali, diante da tela, escrevem e soltam seus sentimentos. E Lêem o que vem do outro a compartilham o que o outro tem para dar. Nesse jogo interessante, mentiras ou verdades? Pouco importa.&lt;br /&gt;Nunca os seres humanos tiveram tantas oportunidades de se expressar como agora. É a tecnologia a serviço do amor, quer seja ele virtual ou torne-se real, mas sobretudo a serviço da palavra e ela não foi feita para dividir ninguém. Aqui, na Internet, mais do que nunca “palavra é uma ponte onde o amor, vai e vem.”&lt;br /&gt;E por falar nisso, com licença. Também eu estou à procura do meu par perfeito. Estou ou estava? Bom, acho que encontrei... Ah, palavra bendita, santo computador. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-1563978423399700460?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/1563978423399700460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=1563978423399700460&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/1563978423399700460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/1563978423399700460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/04/ola-quer-teclar.html' title='Olá, quer teclar?'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SfJOWiygtMI/AAAAAAAAAJg/iR0cwuGTSTg/s72-c/virtual2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-7012779616949741106</id><published>2009-03-30T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T14:22:58.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ओउतोनैस...'/><title type='text'>AO ÓCIO E AO ÓDIO, OBRIGADA.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SdE2vt6LQ3I/AAAAAAAAAIo/ux7bO5O-L0c/s1600-h/%C3%B3cio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319092828306621298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SdE2vt6LQ3I/AAAAAAAAAIo/ux7bO5O-L0c/s320/%C3%B3cio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SdE2qGNpnzI/AAAAAAAAAIg/NNSqiK2DfQ8/s1600-h/%C3%B3cio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319092731751538482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SdE2qGNpnzI/AAAAAAAAAIg/NNSqiK2DfQ8/s320/%C3%B3cio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nunca devemos ser duros demais quando queremos que o coração do outro se abra."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há certas horas tão lentas, tão tristes, em que me pego a refletir sobre palavras, expressões e seu peso ou a leveza delas quando chegam aos nossos olhos ou ouvidos. Por não ser mais leitora desavisada e por acreditar que nenhuma leitura é inocente, quis hoje escrever sobre algumas palavras. Palavras que, com seu peso ou a leveza de uma bolha de sabão, podem nos render lágrimas ou sorrisos fartos. Prefiro ainda os sorrisos, ou melhor, os frutos que elas, as palavras, árvores que são, podem render. Para o bem, é claro!&lt;br /&gt;Vamos a algumas delas, caro leitor – caros leitores – se preferirem. Escolhi as que começam com a letra “O” porque com essa letra começa a palavra OBRIGADA.&lt;br /&gt;OBRIGADA a Deus porque algum dia quis estudar LETRAS e, por isso, mudei minha vida, segui um caminho e tenho uma profissão, uma OBRA – resultado de uma ação - um trabalho, ou vários. Profissão não OCIOSIDADE – que também começa com “O” mas significa o contrário, desocupação.&lt;br /&gt;Com “O” também temos a palavra OGRO. Muito em moda na juventude atual, significa Bicho-papão. Façam-me rir! Temos a versão feminina, OGRA. Homem ou mulher, diz-se do Bicho-papão também ser um ser fantástico, ou seja, que não existe de fato. Isso me lembra anônimos, gente que não se mostra, que não assina, que não assume. Há tanta gente assim OFENSIVA que ataca, que agride. Há também gente OCA. Vazia e tão insignificante que necessita se OCULTAR, pois é no esconderijo da alma que reside seu maior ideal.&lt;br /&gt;O ÓDIO, esse sentimento repugnante, essa aversão geradora de energias negativas, sempre se volta contra quem o sente. Nesse ínterim, prefiro o amor que me traz OBJETIVOS mais interessantes na linha da emoção na qual vibro, pela alegria de estar viva e feliz e a qual compartilho com os que amo e que me amam: filhos, amigos... Amar é uma OBLAÇÃO, essa dádiva!&lt;br /&gt;Tudo depende do OLHAR, de como se olha, do ponto em que se olha. Olhar é contemplar, admirar, examinar, estudar. OLHAR é parar para OBSERVAR aquilo que em nós produz satisfação, não tédio, não desdém, nem desafetos. OLHAR é também cuidar e a gente cuida de quem ama, com ORGULHO, mão no peito que vibra pela vitória do OUTRO que nunca é o mesmo, que é diferente, que é o teu semelhante e tem tudo para ser maior e melhor do que a gente mesmo. É nisso que eu acredito.&lt;br /&gt;Todos já ouvimos falar que “a palavra é prata e o silêncio é OURO”. E é diante disso que páro meu texto. Lanço o meu OLHAR de carinho ao meu semelhante pronta para OFERECER toda a minha compreensão. Não somos capazes de prever o futuro pois ele está OCULTO. Misterioso, sobrenatural, é um OCEANO de surpresas pelas quais devemos aguardar, jamais julgar. &lt;em&gt;Feliz de quem não está preso ao ÓCIO, ÓBITO dos sonhos. &lt;/em&gt;Felizes daqueles que acreditam na OBRA e seguem seu caminho em paz!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roseli Broering&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-7012779616949741106?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/7012779616949741106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=7012779616949741106&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7012779616949741106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7012779616949741106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/03/ao-ocio-e-ao-odio-obrigada.html' title='AO ÓCIO E AO ÓDIO, OBRIGADA.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SdE2vt6LQ3I/AAAAAAAAAIo/ux7bO5O-L0c/s72-c/%C3%B3cio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-6881594622664923780</id><published>2009-03-22T17:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T17:17:23.103-07:00</updated><title type='text'>Oportunidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/ScbUrDIrxQI/AAAAAAAAAIY/2h4IUJv6JQk/s1600-h/beija+flor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316170246198641922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 98px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/ScbUrDIrxQI/AAAAAAAAAIY/2h4IUJv6JQk/s320/beija+flor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;           &lt;br /&gt;            Oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu quando eu estava lendo no computador, essa máquina maravilhosa e maldita, para os planejamentos da minha semana. Planejar os sete dias vindouros pode significar muitas coisas: as aulas, um possível encontro com alguém de quem eu goste, um novo emprego, o que vai sobrar de tempo para relaxar, ler ou até ir à praia. Planejar é um verbo bonito, mas que na prática, nem sempre funciona. O ser humano é assim, vive fazendo planos e muitas vezes não se dá conta que na grande maioria das vezes, quem age mesmo é o acaso, que se chama destino também ou sei lá o quê, só que vem de repente e surpreende-nos. Comigo é assim. E foi também assim que me veio a idéia de uma nova crônica. Não que falasse sobre  planos, mas sobre as almas e os corpos que, sem planejar, se encontram e desencontram na vida.&lt;br /&gt;            Estava nessa quando li a frase de Victor Hugo: “A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.” As almas têm o enlace. É isso. E pronto. Ou há ou não há. Enlace é palavra mais bela que encontro. Corpos se encontram a qualquer hora, em qualquer lugar, em nome do que se diz prazer, sexo, aventura, uma noite a mais. Pode ser de dia também, nas tardes furtivas durante o trabalho, na hora do cafezinho, nos almoços – sobras dos dias agitados -  quando então, corpos se encontram e gozam a plenitude falseada de serem apenas corpos – carne, osso e pescoço.&lt;br /&gt;            Falo dessas diferenças e da importância que vejo nas almas porque me vem a idéia de que o amor , esse sentimento belo e traiçoeiro, está aí a nos pregar peças todos os dias. Penso em quantas vezes já ouvi pessoas dizendo que não necessitam ser amadas para serem felizes, que o sentimento que trazem no peito é suficiente para os dois. Ledo engano. Ninguém é completamente feliz amando sozinho. O amor – ao contrário do que se imagina -  é fardo pesado para se carregar, por isso tem que ser sentido pelos dois, pois assim será dividido e, ao mesmo  tempo, somado para se multiplicar em atos de afeto, ternura, aconchego, completude. Se um não ama, adeus relacionamento. E não vale a pena tentar, antes que me perguntem.&lt;br /&gt;            Podem me chamar de louca mais uma vez, diferença alguma irá fazer. Sempre se pensa que temos que tentar. Quem quiser, que o faça. Eu, entretanto já percebi  e quero que meu leitor reflita sobre: amar sozinho é entregar o corpo a outro corpo em cujas almas não acontece o mesmo encantamento. Sem esse enlace, esses corpos não ficarão muito tempo aninhados. São como pássaros cujas asas são o que chamo de alma. Não são necessárias as asas para o voo mais pleno¿ Boas asas, leves, funcionais¿ Então! Pássaros que voam juntos têm cada qual suas asas, não as juntam, voam lado a lado porque querem assim fazer, e podem ser felizes porque estão juntos, compartilhando o mesmo azul, sobretudo não é possível que se voe alto e firme com as asas emprestadas.&lt;br /&gt;            Assim eu vejo – com tristeza - o sentimento de quem ama só e acha que tem amor o suficiente para os dois. Pássaro com asas multicores que cisma em carregar o outro. Um dia, este descobre que há um pouco mais de azul lá do outro lado e voa só. Voa só e reconhece outros universos. Voa só e se encontra e se descobre apto para voar sem o empréstimo de nada e de ninguém, às vezes voa só e logo acha outro pássaro com plumagens diferentes, por quem se toma de ternura e sai em busca de outros ares. Não havia enlace.&lt;br /&gt;            Muitos casais ficam juntos porque um ama demais e o outro, por pena, conforto, bons sentimentos, desejo até – e por que não¿ - fica ali com as asas guardadas, quando não mutiladas por vontade. Até que um dia a nossa metade se vai, porque quase nada nessa vida fica. Sobra o outro de corpo e alma, sofrido, esmagado diante das verdades que as vivências proporcionam. Pássaro que levou pedrada, bem nas asas, ficou sem alma e até que essa se reconstitua, leva tempo.&lt;br /&gt;            Se percebes que teu amor é uma via única, foge. Não adianta tentar acreditar na mentira que foi construída pelo sentimento pleno que te domina e que é belo, claro que é, e verdadeiro, lógico que sim, mas  solitário. Foge, ainda que com dor, para que o sofrimento não seja mais forte ainda com o tempo. Esquece os planos – um dia ele (ou ela) vai me amar. Eu vou continuar lutando, sou forte e tal. Esquece. Deixa de lado e vai voar em outra direção. Pode ser que eu esteja enganada, não nego, mas sejamos práticos: abre a porta dessa gaiola para o teu bem e do outro também porque por mais que os corpos se entendam, se não houver o enlace, que vem somente da alma, nada se completará e ninguém quer viver uma vida toda fazendo planos só, não é¿&lt;br /&gt;            Essa porta aberta será tua esperança. Se o pássaro voltar, era teu e no amor, só valem mesmo todas as penas quando há esse enlace. Bons voos daqui para a frente até porque quem anda para trás é caranguejo! E, afinal, como escreveu Blaise Pascal, “De que serve ao homem conquistar o mundo inteiro se perder a alma ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  Boa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  Roseli Broering&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-6881594622664923780?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/6881594622664923780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=6881594622664923780&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6881594622664923780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6881594622664923780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/03/oportunidades.html' title='Oportunidades'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/ScbUrDIrxQI/AAAAAAAAAIY/2h4IUJv6JQk/s72-c/beija+flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-2820082677452904650</id><published>2009-03-16T16:08:00.001-07:00</published><updated>2009-03-16T16:10:01.537-07:00</updated><title type='text'>A tentação das tentações!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/Sb7cF8xXaAI/AAAAAAAAAIQ/ZETafv15Wig/s1600-h/consumismo3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313926605114402818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/Sb7cF8xXaAI/AAAAAAAAAIQ/ZETafv15Wig/s320/consumismo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É assim. De repente acontece. Você está diante do computador porque precisa digitar mil provas e resumos ou escrever as resenhas que lhe pediram, ou apenas para pesquisar no &lt;a href="http://www.citador.pt/"&gt;WWW.citador.pt&lt;/a&gt; , uma frase legal para ser a epígrafe do teu trabalho já pronto e, durante, no meio disso tudo, você abre a página inicial de seu provedor e vem aquela avalanche de informações. Você sabe que não pode. Não é hora de perder o foco nem de saber do BBB ou da nova novela das seis, mas aquele acidente na Avenida Paulista foi mesmo feio. Eram quantos... quinzes carros? E aquela menininha de onze anos que engravidou do padrasto, sofreu um aborto legal e teve que ser internada numa clínica psicológica para reaprender a viver, enquanto seus médicos estavam sendo excomungados pelo Papa. Horrores do dia-a-dia, ingestão de medo e insegurança aliados, talvez, à falta de tempo que virou, arbitrariamente, moda do dito mundo moderno.&lt;br /&gt;E você que está ali, e que, inocentemente ou não, faz parte desse universo abre sua caixa postal e dá de cara com um e-mail que diz: parabéns, hoje é o dia do consumidor! Seu queixo cai, sua boca se abre, você quer soltar um berro daqueles bem escandalosos porque era mesmo só o que faltava. Todos os dias, você pensa, já são dias do consumidor. Das necessidades às superficialidades, consumimos sempre. É como nascer filho, sempre se é de alguém. Consumidores somos de tudo, o tempo todo e, numa época como essa, em que temos visto salários reduzidos, demissões em massa, crise para todo o lado, vamos aceitar essas felicitações? Ora, me poupem!!!!&lt;br /&gt;Ah, que bom seria ser hipócrita nesse momento e sair por aí com um belo cartão de crédito consumindo. Sapatos, rasteirinhas, bolsas, vestidinhos adoráveis, a nova moda outono-inverno com todas as suas tendências em cores e sabores, aquele colar maravilhoso de bolas com os brincos, livros e mais livros de comunicação e poesia, um carro zero com aquele cheirinho delicioso, ah, que delícia consumir e ainda, de quebra, depois, ir num restaurante bem legal e comer aquela comidinha só para não ter que lavar a louça depois de chegar em casa cansada de tantas compras. É uma malhação séria sair por aí gastando.  Hummmmm, seria bom, certo?&lt;br /&gt;Pois são em momentos como estes  que temos que parar e analisar todo o lixo que nos é lançado por onde quer que passemos. Nos jornais, na TV, na rua através de homens-propaganda, nos cartazes de promoções, nos outdoors, na internet onde havíamos entrado só para pesquisar uma citaçãozinha para iniciar aquele artigo. A vida está perigosa. Em momentos de crise, melhor dobrar a concentração e o trabalho e gastar menos para ver o depois como é que vai ficar. No entanto, infelizmente, a grande maioria da população não pensa assim e aceita os parabéns por mais este dia, o mais comercial de todos, enfim. E sai gastando os fundilhos para ficar devendo ao banco até as cuecas que usa.&lt;br /&gt;É nessas horas que eu penso o porque de ensinar às pessoas desde pequenas a importância da leitura. Quando se lê muito, quando se lê de verdade, logo sacamos o que é bom e o que não presta, sabemos separar o “joio do trigo” (para usar aqui uma sabedoria a mais,) e não caímos em certas ciladas, ou melhor, tentações. Desde o conhecimento de gibis, revistas, jornais aos livros mais importantes de nossas vidas, a leitura  sim é que nos salva, pois além de nos proporcionar o poder de viajar a mundos que nem conhecemos sem sair do lugar – e portanto sem gastar nada – ainda nos faz tornarmo-nos seres melhores perante a terra que habitamos. Que mais alguém pode querer além de um universo interior rico? Vamos pensar nisso e não permitir que nos dominem. “A vida é vasta, ter é tardar”, já disse Fernando Pessoa. Tenhamos, vida e sabedoria, pero “sin perder la ternura (e La cabeza) jamas”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-2820082677452904650?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/2820082677452904650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=2820082677452904650&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2820082677452904650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/2820082677452904650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/03/tentacao-das-tentacoes.html' title='A tentação das tentações!'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/Sb7cF8xXaAI/AAAAAAAAAIQ/ZETafv15Wig/s72-c/consumismo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-7710405935621269272</id><published>2009-03-14T15:04:00.001-07:00</published><updated>2009-03-14T15:07:25.672-07:00</updated><title type='text'>Mulheres possíveis</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SbwqEIjhK4I/AAAAAAAAAII/Xo_qTTF-480/s1600-h/mulher_veu_preto.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SbwqEIjhK4I/AAAAAAAAAII/Xo_qTTF-480/s320/mulher_veu_preto.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313167910894644098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="line-height:15.75pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;O texto que vai a seguir, não é meu. No entanto, gostaria que fosse porque diz muito sobre nós, mulheres, esses seres estranhos, incompreensíveis, adoráveis... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center" style="text-align:center;line-height:15.75pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;MULHERES POSSÍVEIS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center" style="text-align:center;line-height:15.75pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;E, entre uma coisa e outra, leio livros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Primeiro: a dizer NÃO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Culpa por nada, aliás.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Você não é Nossa Senhora.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Você é, humildemente, uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;É ter tempo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para fazer nada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para fazer tudo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para dançar sozinha na sala.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para sumir dois dias com seu amor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Três dias.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Cinco dias!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para uma massagem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para ver a novela.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para fazer um trabalho voluntário.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para conhecer outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Voltar a estudar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Para engravidar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Existir, a que será que se destina?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Desacelerar tem um custo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;"&gt;E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center" style="text-align:center;line-height:15.75pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;Martha Medeiros é uma jornalista e escritora brasileira. É colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:&amp;quot;Myriad Pro&amp;quot;;color:#260721"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-7710405935621269272?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/7710405935621269272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=7710405935621269272&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7710405935621269272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7710405935621269272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2009/03/mulheres-possiveis.html' title='Mulheres possíveis'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SbwqEIjhK4I/AAAAAAAAAII/Xo_qTTF-480/s72-c/mulher_veu_preto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-3591988279683154074</id><published>2008-12-22T15:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T15:13:09.004-08:00</updated><title type='text'>De tudo o que restou, muito mais me falta.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SVAefEJsjkI/AAAAAAAAAHY/2flU-5pOJno/s1600-h/bolo_noiva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282755881944780354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SVAefEJsjkI/AAAAAAAAAHY/2flU-5pOJno/s320/bolo_noiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;De tudo o que restou, muito mais me falta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Roseli Broering)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei exatamente há quantos anos, mas penso que uns 29 ou 30. Nesse passado esquecido por números de mim, casou-se um de meus irmãos. Era um sábado frio e de fortes ventos. Lembro-me que, com muita dificuldade financeira, fomos, eu e minha mãe, ao salão de beleza. Meus cabelos eram compridos e foram, pasmem! , desarrumados, desalinhados. Essas sensações que me vêm de repente são mesmo esquisitas. Se fecho meus olhos, vejo-me lá e sinto meus cabelos voando, esticados e pesados, feios. Mas, como admirava a noiva! Era uma miniatura de mulher, batia abaixo de meus ombros e estava iluminada. Meu irmão num terno azul-marinho, esbanjava alegria. Casamento em casa, como foram todos os de nossa família. Os convites traziam: “Após a cerimônia religiosa, os convidados serão recepcionados na residência dos pais da noiva.” Aquilo era lindo de ler. Não havia pompas nem grandes decoradores. A simplicidade era a lei e os sonhos que passavam a pertencem a todas as moças, eram também meus. Um dia também me casaria, teria o meu convite, noivinhos em cima do bolo, um vestido branco e um véu longo com gotinhas de cristal, preso a uma grinalda linda. Muitas damas e pagens igualmente sonhava, alegrias e sorrisos fartos ante a nova vida que estava, em algum lugar, por vir. Tudo isso eu pensava enquanto admirava as alianças de meu irmão e minha cunhada, sua circularidade – o “para sempre” que eu ouvira deles diante do padre.&lt;br /&gt;Naquele tempo já estava registrada em mim a marca da mulher que, em sua costumeira solidão, pensava e refletia, pois esses são verbos de infinitas significações. A vida passa tão depressa, hoje eu sei. Nem me atrevo – para não sofrer talvez – contar aqui o que foi feito de todas as promessas daquele dia proferidas pelos noivos e testemunhadas por nós, por mim também no meu silêncio observador.. os mesmo olhos que se prometeram brilhar na mesma direção para sempre, acenderam-se depois em outros rumos. Promete-se diante da platéia e convida-se para a festa sentimentos e ações que nem sempre se consegue cumprir, essa é a verdade. Como ninguém conhece o futuro, nada se deve prometer, jamais, sob pena de sermos nós, os prometedores, os que mais sofreremos pois a vida está aí para quebrar as regras que nós mesmo criamos para ver os olhos dos que amamos brilharem. Tolas ilusões. O jogo é perigoso e ninguém nos indica quais as armadilhas estão armadas, nem onde. Os amantes embarcam na canoa furada conduzida pela vida – disfarçada motorista de quepe e divisas, com chifres invisíveis.&lt;br /&gt;Também eu, no meu tempo casei-me. Lembro do gosto do bolo. Não houveram noivinhos, era um laço de fitas delicado e bonito, cor-de-rosa. Cortei-o auxiliada pelo homem amado e posso afirmar que aqueles sorrisos que ficaram lacrados no papel fotográfico eram mesmo nossos, e verdadeiros! Foi o bolo mais bonito da minha vida. Porém nem só de confeitos sobrevivem os casamentos ou perpetuam-se os sonhos. Fomos os noivos – as fotografias não mentem – e também tivemos nossas alianças que se perderam ao ficarem, juntas, guardadas no cofre. Estranho: perdeu-se o objeto ao ser guardado com chave e segredo... Promessas, juras, assinaturas, certidões, nada fez com que aquilo que de mais importante havia, permanecesse. Sem o amor, vão-se os sonhos e os objetivos partem-se.&lt;br /&gt;Hoje, mais de 25 anos depois, ainda guardo o vestido, a grinalda amassada, os buquês das damas. Uma colher de pau quebrada, alguns sobreviventes pratos do jogo de jantar porcelanado, travessas que o tempo não consumiu, as fotografias num álbum amarelado. Guardo também a lembrança dos rostos que ali estavam com seus olhares a nos abraçar e que a morte já levou – meu pai, minha avó, alguns tios – silêncios presentes para sempre. Também mutilo a cada dia o que sobrou de nós, que estamos vivos hipocritamente a agradecer ao que sobrou. De tudo o que restou, muito mais me falta: os abraços que deixamos de trocar, as promessas não cumpridas, as ofensas vividas e caladas, as certezas mentirosas de que tudo algum dia podia melhorar. De tudo o que restou, muito mais é nada, nada. São rugas e cabelos brancos, amarguras e mágoas tantas que papéis e canetas jamais serão suficientes para que o registro acabe. Ficaram as sensações e elas são minhas. Outras vezes, em vão, tentei amar nem que fosse só pelo amor em si, sentimento tão completo, tão uno e complexo que movimenta nervos, sangue e as próprias  palpitações de nossa vida. Também não obtive sucesso. Mais mágoas vieram, outras separações e a indescritível sensação horrível de ter tentado de novo e errado outra vez!&lt;br /&gt;Não ouso mais perguntar a ninguém a porção de dor que poderia ser dividida comigo. Dores que se tenta partir, são somadas, isso sim, quanto mais mexemos nelas, mais nos sangram. Atira um torrão de terra, leitor, na água aparentemente límpida com lodo no fundo para ver o que acontece... Meu irmão, minha cunhada, eu e meus amores somos águas paradas. Deixai-nos quietos. O lodo de minha solidão merece ficar em seu lugar, estagnado. No fundo. Na superfície, quero ser  água mansa, límpida, talvez para ser nova a cada dia.&lt;br /&gt;Sempre que ouvir tocar a “&lt;em&gt;Ave Maria&lt;/em&gt;” em latim, vou chorar e, paradoxalmente, esse choro bonito e emocionado  é meu mais cruel pesadelo real, pois vive lá dentro, onde a solidão faz morada e, nessa casa, dessa moradia, só quem conhece os recantos sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano que vem!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-3591988279683154074?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/3591988279683154074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=3591988279683154074&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3591988279683154074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3591988279683154074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/12/de-tudo-o-que-restou-muito-mais-me.html' title='De tudo o que restou, muito mais me falta.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SVAefEJsjkI/AAAAAAAAAHY/2flU-5pOJno/s72-c/bolo_noiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-6419652346247866313</id><published>2008-11-25T11:02:00.001-08:00</published><updated>2008-11-25T11:30:30.127-08:00</updated><title type='text'>“A grande dor das coisas que passaram”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SSxR_oOQUsI/AAAAAAAAAFg/nhyxKrxwJ4I/s1600-h/ist2_3417634-notebook-girl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272679417314824898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SSxR_oOQUsI/AAAAAAAAAFg/nhyxKrxwJ4I/s320/ist2_3417634-notebook-girl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Escrever em momentos em que sentimos dor pode ser uma grande fonte catártica. Em outras palavras, pode ser “soltar os bichos”, mandar para fora o que é ruim, expulsar demônios ou, uma simples necessidade.&lt;br /&gt;É assim para quem tem dentro de si a inquilina de todos os intervalos: a palavra. Escrever para lembrar ou para esquecer, pouco importa. Creio que se assim não fosse, não existiria a literatura, não haveríamos de ter os imortais que nos livros deixaram seus sentimentos ou maiores ficções compondo a história de tantos seres de papel com os quais contracenamos  por aí, nas leituras.&lt;br /&gt;Quando um relacionamento termina, por exemplo, escreve-se. Dos poemas mais ultrapassados às cartas que jamais chegam ao destinatário. Nos guardanapos daquele restaurante em que íamos juntos ou na areia da praia, na janela embaçada dos dias de chuva que não cessam porque a alma está chorando. Com a chegada da Internet, os e-mails servem para dar vazão à palavras de saudade, de consolo, força, às vezes até de raiva. Nos orkuts, vê-se o perfil através da frase escolhida para o dia ou no ícone “relacionamento”. As fotografias do casal desaparecem em questão de um clik e ,dessa forma, mostra-se a uma boa parte do mundo, publicamente, que aqueles dois que até ontem se amavam e expunham as mais belas cenas, separaram-se. O amor acabou.&lt;br /&gt;Um álbum de fotografias, quer seja real ou virtual, é composto somente de momentos bons. É por isso que choramos diante das imagens ali lacradas. Beijos, abraços, sorrisos, desprendimento, caretas bem humoradas, tudo estava ali guardado. Como o próprio nome diz, um álbum de r e c o r d a ç õ e s. É isso: serve para que recordemos aquilo que não poderá ser mais vivido. Uma fotografia é a prova de que existimos, de que fomos alguém por algum tempo. Nos namoros ou casamentos – e aqui não vejo mais diferença – duas pessoas foram ou trocaram uma mesma vida por um período e quando acaba é que sentimos, como disse Camões “a grande dor das coisas que passaram.” Ninguém fotografa momentos ruins. Ninguém coloca a câmera no timer automático para retratar a raiva que perpassa as pessoas na hora do desentendimento. Não fotografamos separações, lágrimas, corações acelerados, medos, arrependimentos, perda de sono, perda de ânimo – o mesmo que perder um pedacinho da alma.&lt;br /&gt;Ocorre que um relacionamento para sobreviver necessita dos bons e maus instantes, pois deles é constituído. Uma hora ruim aqui é substituída por outras boas ali e assim se vai construindo uma história entre dois seres que mantém muitos sentimentos em comum, que sorriem bastante para o mundo o que choram juntos por ele, que sonham um futuro no qual nem podem apostar – pois até que provem o contrário, nem mesmo o presente existe. Tudo é apenas passado. Pronto. Ou ponto. Mas disso tudo é feita uma vida que, num momento ou noutro, por um motivo terrível ou até sem motivo algum, pode acabar. De repente, ele quer badalar mais, ela quer mais tranqüilidade, ela vai viajar para Portugal para um curso de férias, ele ainda não acabou a faculdade e nessa hora, por um motivo às vezes até banal, acaba. E é para sempre.&lt;br /&gt;Ficaram as fotografias e alguém precisa cuidar delas e olhá-las para não mofarem na gaveta do esquecimento. No começo, são mais vistas (ou choradas) . Com o tempo, até esquecidas, quem sabe, ficarão. Um álbum de fotografias é um documento do luto que precisa também ser experienciado. O fim de um relacionamento é uma morte e como tal requer seu tempo  de choro, de sangramento, de adaptações até que a vida mesmo, essa que um dia os aproximou e noutro os separou possa agir de sua forma – desconhecida por nós, mortais – e preparar para essas pessoas outras surpresas, afinal, no quesito amor, todos os seres são iguais.&lt;br /&gt;Cuidemos de nossas fotografias e também de nossas memórias. Elas contarão a história num outro tempo não mais nosso. Podemos até deletar nosso ex-amor do orkut, MSN, fotolog, endereço eletrônico ou sermos apagados ou bloqueados por ele. Podemos nos mudar para a Argentina ou ir chorar no convento de Angelina, podemos tudo o que quisermos. O que não nos é de direito é crer que o mundo acabou e brincar com a saúde, por exemplo. Precisamos voltar a viver, tornarmo-nos outra vez amplos, leves, livres como fomos enviados a este mundo para, então, quem sabe até, encontrarmos uma outra pessoa e começar uma nova história que, como as águas de um rio que não passam duas vezes por baixo da ponte, estejamos e sejamos seres sempre em movimento, prontos e dispostos à renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roseli Broering&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-6419652346247866313?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/6419652346247866313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=6419652346247866313&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6419652346247866313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6419652346247866313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/11/grande-dor-das-coisas-que-passaram.html' title='“A grande dor das coisas que passaram”'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SSxR_oOQUsI/AAAAAAAAAFg/nhyxKrxwJ4I/s72-c/ist2_3417634-notebook-girl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-899085130982974025</id><published>2008-09-10T16:45:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T16:46:06.153-07:00</updated><title type='text'>E a vida?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SMhcISlgn1I/AAAAAAAAAFY/q-bMfhH1zmE/s1600-h/ASCO1Q8CAWTMS3FCAJGLA2FCAKGH30YCAH06G72CA9CB1HSCAR09VSNCAL2B4F7CAP6S0RJCAXKL20JCASDB2RZCAJQA921CA08QYPGCALK8MKGCABI2VY4CAXFPQ54CATN0D8GCA57CQIDCA0HUUF8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244543063570816850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SMhcISlgn1I/AAAAAAAAAFY/q-bMfhH1zmE/s320/ASCO1Q8CAWTMS3FCAJGLA2FCAKGH30YCAH06G72CA9CB1HSCAR09VSNCAL2B4F7CAP6S0RJCAXKL20JCASDB2RZCAJQA921CA08QYPGCALK8MKGCABI2VY4CAXFPQ54CATN0D8GCA57CQIDCA0HUUF8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pensar sobre um assunto polêmico já me causa conflitos individuais e intimistas. Assim acontece quando me vem à mente questões como o aborto. Mas, enquanto profissional dos textos, preciso ousar de quando em vez para provocar àqueles que decidirão (?) o futuro da humanidade quando eu já tiver virado adubo para flores.&lt;br /&gt;Assunto polêmico mesmo? Polêmico desde que o mundo é mundo porque o ABORTO se faz desde que o mundo nasceu. Chazinhos, jeitinhos, temperinho nunca faltaram às mulheres – sempre grande conhecedoras da vida – para retirar de si aquela “coisinha inconveniente” que está crescendo na sua barriga.&lt;br /&gt;Os tempos mudaram, as mulheres evoluíram, a Igreja toma,  retoma  e até cobra posições e ninguém chega a nenhum consenso que possa dar alento  às milhares de discussões que são feitas sobre o assunto e aos milhões de reais que são gastos com elas – sim porque para tudo há um custo e , aqui, leia-se que para os abortos mal feitos também há.&lt;br /&gt;No fim das contas quem arca com as despesas é a sociedade. Gente que paga seus impostos em dia, ajuda a bancar a clandestinidade mal feita e mal resolvida. Gente de bem que é a favor da vida, paga a conta do hospital da “coitada” que engravidou sem querer  – e  de um “coitadinho” que não sabia que ambos podem (e devem!) prevenir – se. Quem comete o ato de abortar, na maioria das vezes se vê em situação de risco.&lt;br /&gt;Se o aborto não dá certo, o governo paga a conta e, de quebra, nós ajudamos com o suor de nossos rostos – do hospital que vai corrigir o erro dos profissionais açougueiros, dos psicólogos que cuidarão das cabecinhas de vento poluídas de remorsos no futuro, dos problemas de saúde que podem vir após o ato. Sim, há os que os defendem piamente  com colocações  do tipo “Eu tenho  o direito de retirar um amontoado de células fracamente ligados que, talvez, apenas talvez, possam “vir a ser” (o que significa que NÃO É) um ser humano.” &lt;br /&gt;            Mulheres e suas bruxarias... também desde que o mundo é mundo, desde que a vida é pensada e discutida, vivenciada, experimentada e sentida há as que nasceram para tornarem-se mães e, para essas, o crescimento desse montão de células representa o sagrado. Um filho, a continuidade, e perpetuação da história. A cada uma cabe decidir.&lt;br /&gt; Independente de crenças, que se dê mais valor à vida, à nossa da qual conhecemos todas as dores e amores, mas também a de quem não pode ainda opinar. Filhos de fim de festa, de cachaçada, de lapsos são tão filhos quanto os do amor e da programação de felicidade completa. O amontoado de células já pulsa há menos de um mês de gravidez – feito uma pequenina pulga pulante. Ali está uma vida e talvez esse conceito até pobre, baste!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-899085130982974025?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/899085130982974025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=899085130982974025&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/899085130982974025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/899085130982974025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/09/e-vida.html' title='E a vida?'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SMhcISlgn1I/AAAAAAAAAFY/q-bMfhH1zmE/s72-c/ASCO1Q8CAWTMS3FCAJGLA2FCAKGH30YCAH06G72CA9CB1HSCAR09VSNCAL2B4F7CAP6S0RJCAXKL20JCASDB2RZCAJQA921CA08QYPGCALK8MKGCABI2VY4CAXFPQ54CATN0D8GCA57CQIDCA0HUUF8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-3254618615741486359</id><published>2008-08-01T18:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T18:52:16.682-07:00</updated><title type='text'>Morre mais quem fica.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SJO9kgM89MI/AAAAAAAAAFQ/y6nY6Ai_5Ms/s1600-h/anjo%20no%20escuro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229732027124479170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SJO9kgM89MI/AAAAAAAAAFQ/y6nY6Ai_5Ms/s320/anjo%2520no%2520escuro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Difícil começar uma crônica para falar da morte quando a matéria desse tipo de texto deveria ser a vida, somente a vida com suas surpresas boas e não com a estupidez (aparente ?) que nos pode levar à loucura se nos propusermos pensar nelas.&lt;br /&gt;Há tantas músicas que falam sobre os que vão embora cedo. Legião Urbana tão bem cantou e encantou levando às lágrimas tantos viventes . Sim, digo viventes pois até que nos provem o contrário, os que morreram não choram. Na verdade, morre mais quem fica do que quem vai. Viram anjos, como na música “vai com os anjos, vai em paz...”&lt;br /&gt;Uma vez assisti a uma entrevista com Tonia Carrero em que ela dizia que o ruim de viver muito é ver tanta gente querida partir e ter a sensação de que se vai ficar sozinha. Compartilhei com ela, naquela hora, algumas perdas. Meu pai (faz hoje exatos dezessete anos que ele se foi) , minha avó materna, meus avós paternos que nem conheci, alguns bons amigos, parentes, tios e tias queridas, até crianças ajudei a velar.&lt;br /&gt;Tenho visto alunos, ex-alunos, jovens irem embora. É  cedo. E como dói. A tecnologia expande a dor. Os orkuts ficam repletos de recados, de gente jovem também que sofre a partida dos seres queridos que tinham ainda uma vida toda para viver. Tinham? Se tivessem estariam aqui ainda e aqui é bom parar a discussão para que não cheguemos à questões religiosas.&lt;br /&gt;Namoradas, namorados que fizeram juras eternas, mães, irmãos, família que ficou sem explicação, quase sempre sem direito à despedida, a um último sorriso que fosse, todos manifestam-se ali, como se no céu ou em qualquer lugar que haja do outro lado, em cima ou embaixo,  houvesse uma página em que os mortos pudessem receber os recados. Sei lá se podem. Sobre isso, de verdade, pouco sei ou imagino. Mas, é fato que morre mesmo é quem fica, eu repito.&lt;br /&gt;Ainda ontem mais um se foi. No Orkut, ele deixara recado para a namorada: “te darei toda a minha vida.” E deu. Sua vida durou dezenove anos. Sua vida foi dela desde o dia em que se apaixonaram. Ele será jovem para sempre. Ela morreu muito mais, no enterro, na saudade que ficou e ficará por muito tempo. Sim, ele marcou sua vida para sempre.&lt;br /&gt;Um acidente de carro, ele, a namorada e a mãe. A mãe em coma, a namorada machucada, ele morreu. Morrerá muito mais a mãe quando souber. Quando acordar desejará que tudo tenha sido um pesadelo. Lágrimas e mais lágrimas derramar-se-ão. Mas desse sonho ruim, ela não acordará.&lt;br /&gt;Quanto a nós, que poderemos fazer? Choramos na morte pelos que ficaram, não por quem se foi. Choramos a dor de quem vimos sofrer, choramos uma saudade antecipada que sabemos irá chegar, essa saudade para a qual não há remédio como irremediável é também a própria morte. Por isso, morre mais quem fica do que quem vai ainda que o destino seja o paraíso, a terra prometida, azul sem fim...&lt;br /&gt;Quantos desejaram dizer hoje para ele  aquilo que eu também quis dizer ao meu pai ao vê-lo sem vida: “ Lembro das tardes que passamos juntos /Não é sempre mas eu sei/Que você está bem agora/Só que neste mundo/O verão acabou./Cedo demais!”&lt;br /&gt;Parece não ser justo mas, quem somos nós para julgar? Cada um tem a sua hora? Era cedo, tarde, cumpriu ou não sua missão? Nada disso importa agora porque para mim, que tenho visto tantos irem embora, tudo o que me resta é pensar  e repetir sempre que morre mesmo é quem fica.&lt;br /&gt;Quantas vezes ainda terei que morrer até que viva para sempre? Afinal de contas, como diz a música, só “os bons morrem antes”. Minha homenagem e reflexão vai hoje para vocês e “tanta gente que se foi, cedo demais, cedo demais.”&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-3254618615741486359?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/3254618615741486359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=3254618615741486359&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3254618615741486359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3254618615741486359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/08/morre-mais-quem-fica_01.html' title='Morre mais quem fica.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SJO9kgM89MI/AAAAAAAAAFQ/y6nY6Ai_5Ms/s72-c/anjo%2520no%2520escuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-6162298563767959597</id><published>2008-07-10T19:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T20:07:26.764-07:00</updated><title type='text'>Homenagem às solteiras resolvidas!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SHbOXnBmbBI/AAAAAAAAAFA/LhekEXjj5yo/s1600-h/th_shoesCAIV9A0D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221587722990677010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SHbOXnBmbBI/AAAAAAAAAFA/LhekEXjj5yo/s320/th_shoesCAIV9A0D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O texto de hoje não é meu – quem dera fosse porque a Martha Medeiros é ótima! Mas, ele vai em homenagem à uma aluna especial que anda cuspindo fogo pelas ventas e a quem seu sei, esse texto vai ajudar muito, NE, Manu? Hahaha... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Beijos a todas a resolvidas, fortes, decididas, perfeitas mulheres do século XXI!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"De tudo o que ele me deu, o melhor foi um pé na bunda" Tati Bernardi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=""&gt;&lt;/span&gt;Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo "olha, não dá mais".Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor(e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu "mas agora eu to comendo um lanche com amigos".Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele.Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim?Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta.E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve? Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de várioslivros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única.Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele , só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto .O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. Ele quem mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-6162298563767959597?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/6162298563767959597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=6162298563767959597&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6162298563767959597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6162298563767959597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/07/homenagem-s-solteiras-resolvidas.html' title='Homenagem às solteiras resolvidas!'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SHbOXnBmbBI/AAAAAAAAAFA/LhekEXjj5yo/s72-c/th_shoesCAIV9A0D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-4433264069835247588</id><published>2008-06-22T20:06:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T20:15:00.514-07:00</updated><title type='text'>Das fomes e vontades da vida.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SF8VGiKxMQI/AAAAAAAAAEY/HygfXeOyyTU/s1600-h/coracao+imagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214910095513694466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SF8VGiKxMQI/AAAAAAAAAEY/HygfXeOyyTU/s320/coracao+imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu quero, Eu posso, Eu devo. Estava escrito sempre com um jeito bonito, de uma forma diferente no quarto do meu irmão mais velho.  Atrás de porta, na cabeceira da cama de cima do beliche, em todos os seus cadernos.&lt;br /&gt;Não sei se algum dia disse que nasci numa casa de muitos irmãos. Éramos em sete, mais pai e mãe. Um tempo difícil. Máquina de lavar? Computador? Sanduicheira? Máquina de fazer pão? Quem dera... Um forno feito de cimento na rua aonde se assavam mais de dez pães, duas vezes por semana para alimentar tantas bocas com fome de vida, de crescimento, mudanças. Sonhos? Nada doces e sem recheio algum. Eram perspectivas apenas e sobre os quais mal se discutia. Não havia tempo. Havia sim é que se trabalhar, ajudar e cada um fazer sua parte, o que incluía os meninos lavando louça, limpando chão sem esse papinho tosco de “vai virar mocinha”. Passados os anos eu diria que nos virávamos em muito menos tempo que os trinta do programa do domingo, por sinal tão chato e batido que nem vale a pena prosseguir.&lt;br /&gt;Domingos bons eram aqueles: de maionese na mesa, carne assada de panela e arroz novo, tudo saindo fumaça para dar ao dia santo a cara familiar. Depois disso vinha a sobremesa que o pai chamava de “coisa boa”. Hoje, só conseguimos horas assim com muita programação – um mora aqui, outro acolá. A esposa de um não pode, a segunda do outro prefere outras coisas, os sobrinhos se dispersam. Ah, essa vida moderna... perdemos de sorrir e de celebrar o estar juntos, coisa a qual nem dávamos muito valor naqueles tempos distantes em horas, presentes aqui, no coração. O que acaba acontecendo? Todos se vêem mesmo é nos velórios . Mas, graças a Deus, acorrem poucos.&lt;br /&gt; Nesses momentos nostálgicos é que me voltam os cadernos e livros do meu irmão e sua tarefa de querer mais da vida. Era assim: O EU bem grande, uma chave com a ponta voltada para ele e o Quero, Posso e Devo dentro dela. Eu, pequenina e magricela, olhava e nada compreendia. Foi minha mãe quem me explicou: “é uma tática dele para conseguir o que quer. Ele quer, então ele pode e, além disso, é seu dever fazê-lo.”&lt;br /&gt;Eu devia ter uns dez anos e era no quarto dele que eu mais gostava de entrar. Estudioso, via seu livros. Neles, os carimbos de bibliotecas. Ele, o meu irmão, além de sabido, queria, podia , devia. A vida lhe ensinou bem cedo que para se conseguir é necessário pensar positivo. Parece chavão, certo? Mais um clichê, dirão meus alunos, porém, como era sério para ele e ainda o é para muitos, inclusive para mim, que aprendi a lição.&lt;br /&gt;Vai longe o tempo das “coisas boas” na mesa e de termos o pai e a mãe ali conosco, todos juntos, pertinho sem que déssemos valor. Eu cresci, tu cresceste, ele cresceu. Nosso pai se foi e a mãe está tão pequenininha que a gente até já acredita que as pessoas encolhem. (ela era tão grandona quando eu era criança...). Meu irmão mais velho é hoje um cinqüentão super-hiper-mega saudável. Continua sabido, ou melhor, é um sábio que sempre tem boas palavras para dizer de um jeito manso, para não ofender. É, na verdade o que sempre foi: um estrategista. Me orgulho dele. Dos outros também, é claro e não posso mentir que também sinto isso com referências a mim.&lt;br /&gt;Vocês podem até pensar que no final tudo dá certo – mentira! -  e que essa crônica tem fins de auto-ajuda. Que nada! É so uma reflexão até um pouco boba de uma mulher que, no meio da noite, reflete e recorda.  Para dar certo mesmo, tem que se viver dia após dia, cada dor, cada sorriso, cada dúvida, cada queda, cada lágrima. Para dar certo é preciso suportar larvas e se propor a conhecer borboletas, para dar certo é preciso querer, poder, dever e no final ainda sentar e pensar: será que de fato cheguei? Será que de fato sou alguém? É tão fácil as pessoas pensarem a vida como um final de novela em que tudo o que acontecer será bom. Para saber da vida é preciso navegar nela, embarcar nela e estar disposto a jamais descer. Os abismos existem. Isso é verdade mas, para estar aqui há que se pensar também que fizemos por merecer.&lt;br /&gt;É meu desejo que todos compartilhem a delícia de poder e saber viver cada dia. Sem pieguice de  dizer” como se fosse o último”. Ninguém pensa nisso num mundo corrido como o nosso. Mas, sem correrias ou com elas, que as pessoas sempre lembrem que somos a história. Sim, nós somos a história. Somente que já passou dos quarenta talvez consiga entender minhas palavras noturnas e se as escrevo agora é porque acredito que um dia todos os meus leitores chegarão à idade mais madura e talvez essas colocações possam servir a mais gente.&lt;br /&gt;Querer, poder e dever. Quero, posso, devo. EU.&lt;br /&gt;E você, vem comigo?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-4433264069835247588?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/4433264069835247588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=4433264069835247588&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4433264069835247588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4433264069835247588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/06/das-fomes-e-vontades-da-vida.html' title='Das fomes e vontades da vida.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SF8VGiKxMQI/AAAAAAAAAEY/HygfXeOyyTU/s72-c/coracao+imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-5729568212981036066</id><published>2008-05-18T17:28:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T17:48:33.289-07:00</updated><title type='text'>“O amor é o milagre da civilização”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SDDOODtmGqI/AAAAAAAAAEQ/5CUCq8h7whs/s1600-h/Amor+tÃªnis.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201884310522960546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SDDOODtmGqI/AAAAAAAAAEQ/5CUCq8h7whs/s320/Amor+t%C3%AAnis.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SDDMuDtmGpI/AAAAAAAAAEI/bHudgTGtQYs/s1600-h/amor.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li em algum lugar, não lembro onde e nem sei seu autor que “A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, protege-nos contra a idade”. Achei inteligente a frase e pus-me – o que não é novidade – e refletir. É fato que um Amor novo deixa a pele de qualquer ser humano mais bonita. Nas damas, o efeito é ainda mais doce. Estamos carecas de ver mulheres de todas as idades contando suas felicidades amorosas em belo tom de voz e cútis, com cabelos mudados e brilhantes e saúde para dar e vender. Quanto aos homens? Bom, alguns até deixam de ser carecas em nome de um novo sentimento, outros remoçam tanto que nem a família o reconhece mais. Os amigos perguntam qual a fórmula secreta e as outras mulheres passam a olhá-lo com muito mais interesse. Mas, um fato é comum sempre: os comentários. – Nossa, como estás bonito(a)! E a resposta é, quase sempre, uma letra de música sertaneja &lt;strong&gt;”... é o amoor !”&lt;/strong&gt; E é verdade. O amor modifica as pessoas, as faz mais jovens, mais brilhantes e felizes. Os sorrisos ficam mais sinceros, soltos, dá gosto de ver quando alguém está apaixonado e nós, os mais maduros, logo percebemos que há alguma ação do cupido no ar.&lt;br /&gt;Se tudo dará certo ou não, se haverá a mais plena realização, pouco importa. Só o fato de estarmos apaixonados já basta para que o mundo que até ontem estava cor de chumbo passe a ser amarelo com bolinhas azuis, as nuvens se transformem em desenhos maravilhosos e a lua cheia seja vista como nunca - imensa e radiante. O frio vira aconchego e o calor, motivo para curtir o mar que nunca havia sido visto com esses olhos maravilhados, mesmo que o sujeito já tenha 50 anos. É, o amor faz isso e o faz com todos as pessoas, não tem escapatória. Até o mais sisudo dos mortais deixa-se levar por essa febre, essa leveza, esse não sei que que arrebata, arraza, domina e nos deixa com cara de bobos.&lt;br /&gt;Mas vale a pena. Dizem que amar é também sofrer e não sou eu quem vai negar. Entretanto poderíamos arriscar uma modificação na frase: amar é viver e para viver há que se correr riscos. Risco de parecer ridículo, tolo, de ser julgado vulgar ou até imbecil, imoral, ganancioso, sem caráter. Quantos de nós que nos apaixonamos somos observados por olhares atravessados? Hummmm, ela é mais velha do que ele, aí tem... Ah, mas ela é beeemmmm mais nova, certamente gosta é do dinheiro dele. Ah, mas ele é rico, jovem e bonito, com certeza ela já sabia, por isso se insinuou tanto. Oh, lógico, feia do jeito que é, a grana do pai foi que fez com ele a amasse.&lt;br /&gt;E assim, enamorados corações têm que enfrentar e correr os riscos que o amor apresenta. A sociedade aceita umas situações com mais facilidade do que outras . Se o homem é bem mais velho, tudo bem mas, seu contrário ainda escandaliza um bocado. Injusto: coração não tem idade e nem escolhe por quem se apaixona. Coração que ama só sabe de seu sentimento, nada escolhe e em tudo crê apenas para viver pois é para isso, afinal, que estamos aqui. Ou não? Se o &lt;em&gt;“amor não tem idade, está sempre a nascer”&lt;/em&gt;, como afirmou Blaise Pascal, que importa quem nasceu primeiro? Alimentemos nossos amores com as matérias de que são feitos: sentimentos, purezas, trocas, encantos, mimos, tremedeiras, friozinhos na barriga. Um pouco de medo, certa dose de ciúmes ou inseguranças são normais e também servem como tempero mas, que o mais importante seja a aceitação de que se amamos é porque estamos vivos, afinal, &lt;em&gt;“O amor é o milagre da civilização”&lt;/em&gt; (Stendhal) &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-5729568212981036066?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/5729568212981036066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=5729568212981036066&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5729568212981036066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5729568212981036066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/05/o-amor-o-milagre-da-civilizao.html' title='“O amor é o milagre da civilização”'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SDDOODtmGqI/AAAAAAAAAEQ/5CUCq8h7whs/s72-c/Amor+t%C3%AAnis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-3888751189301821722</id><published>2008-05-13T20:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T21:10:14.089-07:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei Bom Dia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCpiXDtmGnI/AAAAAAAAAD4/6-rQdlJ1Nww/s1600-h/bomdia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200076868025719410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCpiXDtmGnI/AAAAAAAAAD4/6-rQdlJ1Nww/s320/bomdia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há dias em que acordamos com tanto sono, tanta letargia que se olharem para a gente temos vontade de perguntar: o que foi, ô?Mas há dias diferentes. Em que acordamos com vontade de abrir as janelas – da casa e da alma – e vibramos ao ver que há ao menos uma possibilidade, por menor que seja, de que o sol venha e nos traga alegrias – e olha que podem ser pequenininhas. Nesses dias qualquer ruídinho infame nos faz sorrir. É quando dizemos estar de bem com a vida, e ela merece, vamos e venhamos!Pois bem. Hoje foi um dia assim e eu disse, lá no meu coração, tudo o que sentia e queria dizer talvez até com palavras mesmo. Expressei meus sentimentos e ninguém viu. O mundo e seus sortilégios nem सेम्प्रे। permite que vejam o que sentimos. É ou não é? Quem jamais se sentiu invisível e mudo diante do mundo, que se manifeste agora!Pois bem, hoje eu olhei em volta e soltei os verbos। Todos. Os adjetivos e predicados também. Os objetos, idem. E eis o que saiu:Bom dia, formigas todas do meu mundo, ratos, baratas, minha gatinha e borboletas, muitas borboletas com suas lagartas - promessas de novas e multicores borboletinhas. Bom dia, sombra minha, tudo bem contigo? Sentiu minha falta? Bom dia céu azul de outono, bom dia, sol, bom dia vento, astros, folhas de maio, bom dia saudade do mar de Copacabana, bom dia areia do Cambirela, bom dia amores que se foram, tristezas que partiram, felicidades que virão, abraços que não voltam, beijos que foram roubados. Bom dia, palavras que não ouso dizer para não magoar. Ah, engolidas palavras minhas... Bom dia, velho coração atormentado, atordoado, amedrontado, embolorado mas, ao mesmo tempo, reelaborado e enfeitiçado. Bom dia, corpo suspenso pela tarja preta, consciência esquecida pelo excesso de trabalho. Bom dia vida, passado, presente e futuro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Bom dia a tudo que não existe, porque nada, enfim existe a não ser uma certa essência que controla tudo e que a gente não pode abraçar.&lt;/strong&gt; Bom dia, minha reza, meu canto, a fé que ainda tenho e que, com certeza me mantém viva. Bom dia pitangas e acerolas do meu quintal, sempre lutando para renascer. Bom dia sorriso de um desconhecido na rua. Bom dia seres que fazem parte dos meus dias – alunos, amigos, filhos, amor, E se sobrou um bom dia sequer, saúdo a mim mesma, com um brinde de exaltação, ainda, a restos pulsantes de mim.Bom dia, leitores dessas linhas que, despretensiosamente comecei a escrever mas que não posso e nem devo (creio!) desprezar.Estou certa? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-3888751189301821722?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/3888751189301821722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=3888751189301821722&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3888751189301821722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/3888751189301821722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/05/pra-no-dizer-que-no-falei-bom-dia_13.html' title='Pra não dizer que não falei Bom Dia!'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCpiXDtmGnI/AAAAAAAAAD4/6-rQdlJ1Nww/s72-c/bomdia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-5859430484174298254</id><published>2008-05-10T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T16:50:45.040-07:00</updated><title type='text'>Com ternura e com afeto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCY0vzdA8KI/AAAAAAAAADo/4Asr8zscrgM/s1600-h/Ddm2005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198900815716216994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCY0vzdA8KI/AAAAAAAAADo/4Asr8zscrgM/s320/Ddm2005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nasceu pequenina, miúda, franzina. Comentário da vizinhança: “leva pra benzer. Essa menina é embruxada.” De nada valiam as reforçadas comidas que a mãe preparava, nem mesmo as homeopatias que o pai fazia.&lt;br /&gt;Foi crescendo. Entre outros irmãos, era a mais velha. Ia para roça apanhar café, catar mata-pasto, cortar trato para o gado.&lt;br /&gt;Brincar? Só aos domingos e tinha que voltar antes das cinco.&lt;br /&gt;Aos quinze anos perdeu o pai. Ficaram seis filhos para ajudar a mãe. E a menina miúda, sem corpo ainda de mulher, teve que ver seu trabalho dobrar. Agora era questão de sustento. Lavava,, passava, fazia bolos e pães além de ter que dar banho nos irmãos menores.&lt;br /&gt;Xingava! E a mãe dizia: cuidado... vais ter uma ninhada como eu tive.&lt;br /&gt;Dezesseis anos.&lt;br /&gt;Aprender costura com a tia mais velha. Profissão.&lt;br /&gt;Dezoito.&lt;br /&gt;Casou-se. Estava na hora. Precisava formar família, ter seus filhos.&lt;br /&gt;Decepção: seu par não era tão perfeito. Continuou lutando, costurando.&lt;br /&gt;Detestava fazer roupas de homem e pensava: faço os vestidos para fora e com o dinheiro pago as caças do meu marido.&lt;br /&gt;Primeiro filho: homem. Segundo: homem. Terceiro: homem. Tomou uma calça velha, desmanchou, aprendeu o corte e começou a vestir, sem gastar muito, seus homenzinhos que mais pareciam princepezinhos, mesmo vestidos com sobras ou reformas de roupas velhas.&lt;br /&gt;Dificuldades sempre.&lt;br /&gt;Mudou de cidade, na esperança de uma vida melhor. Veio o quarto filho. Nasceu sentado. Quase se foi.&lt;br /&gt;Sofria. Longe de casa, sua cidade, sua mãe...&lt;br /&gt;Quatro filhos, falta de emprego, cidadezinha pequena e pobre. Ninguém pagava as costuras.&lt;br /&gt;Sofreu a fome, a miséria, a humilhação porém ergueu a cabeça e prosseguiu.&lt;br /&gt;Mudou de cidade, melhorou de vida e veio-lhe mais um filho.&lt;br /&gt;Nasceu menina! Pequenina, miúda, franzina. “leva pra benzer, essa menina é embruxada.”&lt;br /&gt;Princesa embruxada, amada, sonhada.&lt;br /&gt;A vida melhor, enfim, deu um passo à frente. Lutava!&lt;br /&gt;Costurava, fazia pirulitos de mel, pipocas. Já tinha meninos maiores para ajudar a vender.&lt;br /&gt;Marido bebia, caía na rua, fazia escarcéu. Só ela forte, sempre, pensando no futuro.&lt;br /&gt;Mais um filho. Homem novamente. Voltaram para a terra natal. Seguir em frente.&lt;br /&gt;Finalmente foi reconhecida na cidade maior. Costureira de mão cheia, freguesas ricas, muito trabalho sempre, serões, cansaços.&lt;br /&gt;Quarenta anos: mais um filho. Sonho de ter mais uma menina. Gravidez de risco. Tratamento, vitaminas.&lt;br /&gt;Nasceu menina! Era o sonho realizado. Fim da trajetória mas era preciso continuar lutando.&lt;br /&gt;Marido adoeceu gravemente. Não mais andava, nada fazia sozinho. Virou enfermeira. Enfermeira, costureira, cozinheira...&lt;br /&gt;Com a viuvez, veio a depressão, a síndrome do ninho vazio começo a se instalar. Sofreu as dores da alma. Não titubeou. Prosseguiu.&lt;br /&gt;Filhos criados, encaminhados. Comerciantes, contabilista, professora, coronel. Venceu!&lt;br /&gt;Nunca fez cursos profissionalizantes. Estudou somente até a quarta série porém manteve a honestidade e a dignidade pela vida afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto-lhes essa história porque é verdadeira. Aqueles meninos todos eu os tive comigo, ao meu lado, me carregando no colo, me levando para brincar, escorregando comigo pelos barrancos, empurrando-me no carrinho de rolimã. A segunda menina – hoje com 30 anos é minha amada irmã, a qual já pude ajudar a criar e a quem amo como se minha filha fosse. Aquela outra, pequena, miúda e franzina sou eu e essa Mulher-Maravilha é minha mãe.&lt;br /&gt;Sempre nos ensinou os melhores caminhos e se algum de nós deles se desviou, não foi por falta de lições ministradas por ela. Se não fosse por ela eu também não estaria aqui, escrevendo esse texto.&lt;br /&gt;Hoje está com setenta anos. Tem dezessete netos e três bisnetos. Nos natais, às vezes, conseguimos todos nos reunir. Ela é o pilar que nos mantém de pé, Ela sustenta nossas existências. Sem Ela não sei o que seria de mim. Foi Ela quem sempre me deu os livros e a fome por saber.&lt;br /&gt;É por isso que nessa véspera do dia das Mães, quero homenageá-la estendendo o meu afeto a todas a mães – ricas, pobres, amadas, amantes, sabidas, ingênuas, escritoras, leitoras, analfabetas, mulheres...&lt;br /&gt;Também sou mãe e conheço a importância e a ternura de sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz dia das Mães – às mães de hoje, de ontem e de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-5859430484174298254?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/5859430484174298254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=5859430484174298254&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5859430484174298254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5859430484174298254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/05/com-ternura-e-com-afeto.html' title='Com ternura e com afeto.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SCY0vzdA8KI/AAAAAAAAADo/4Asr8zscrgM/s72-c/Ddm2005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-6281861259641574856</id><published>2008-05-05T12:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:55:05.766-07:00</updated><title type='text'>Sobre amigos, flores e afinidades.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SB9mAkoCGpI/AAAAAAAAADg/OiywJm7auQ8/s1600-h/antigonon_leptopus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196984655026461330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SB9mAkoCGpI/AAAAAAAAADg/OiywJm7auQ8/s320/antigonon_leptopus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu bom amigo Chico mora numa cidade distante. Não a conheço. Sei que fica perto de uma outra localidade que tem um nome interessante – Feliz, ou Sorriso, não lembro direito. Imaginem vocês o que seria ou deve ser residir num lugar chamado FELIZ ou SORRISO? Eu moro em São José. Que graça tem isso? Cidades deviam ter nomes mais significativos ou menos religiosos, sei lá, mas isso também não vem ao caso, ou melhor à crônica. Volto ao Chico: também jamais o vi, a não ser por aqui, pela Internet – nessa máquina maravilhosa e maldita chamada computador. Porém o meu amigo – e sei que posso chamá-lo assim por tudo o que já sentimos de comuns acordos por aqui mesmo, via tela fria – é um tipo de homem misterioso, e grande por causa disso. E A D O R A sementear. Assim mesmo, desse jeito, ao pé da letra (se é que letra tem pé, ou cabeça – hoje dei para as reflexões ínfimas): sementear. E isso vai por tudo. Tem uma loja que vende sementes mas jamais se contentou só com elas. Além de vendê-las e plantá-las, germina no meu amigo a ânsia de ver florescer nos homens a imensa magia da semente de palavra. Chico, o meu amigo, escreve poesias. Imagina cenas que os homens do hoje já não conseguem ver mais, pois não possuem tempo para apreciar. Imagina sim, mas também somente esse solo não lhe é suficientemente fértil. Então fotografa, eterniza e, junto com sementes, (Amor-agarradinho, manjericão e cosmos – uma amarela bonita!) certa vez, enviou-me alguns frutos de suas colheitas – fotografias, poesias e uma caixinha pequenina cheia de sementinhas, cada qual com seu bilhetinho minúsculo explicando o quando, como e onde plantar.&lt;br /&gt;Chico é o cara mais intenso que eu (Não) conheci (?) Não??? Só porque jamais nos vimos, porque nunca trocamos um abraço, porque a distância sempre se colocou entre nós? Mudo a frase imediatamente. Chico é o meu grande amigo pois o abraço afetuosamente a cada vez que aparece no orkut, no blog, num e-mail rapidinho. Ele é, talvez, até mais que meu amigo: um irmão de alma, coisa rara de se encontrar nesse mundão de meu Deus. E se chama Chico. Um nome também sem pompa, tanto quanto é o meu. Se não tivesse sobrenome ainda assim nada me faltaria para que ele fosse o meu amigo porque esses seres tão raros de se encontrar não necessitam ter muito mas sim, ser algo a mais.&lt;br /&gt;Eu poderia ficar horas escrevendo sobre ele, mas de repente, lembrei de uma frase do Manoel de Barros, um poeta que amo demais, nascido à beira do rio Cuiabá e que reside hoje em Campo Grande (M.S) : &lt;em&gt;“Tem mais presença em mim o que me falta”&lt;/em&gt;. Ou outra, dele também e essa serve como homenagem ao meu amigo-poeta-fotógrafo-irmão de alma, o Chico: &lt;em&gt;“Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos leitores, sei que também possuem amigos assim. Gente de verdade que nos ouve mais e nos diz muito, mesmo que seja de longe. Pessoa presente através de palavras que vêm pela tela, gente com quem conversamos sem jamais termos olhado em seus olhos, seres que jamais nos viram, porém, com certeza, sentiram o coração da gente disparar, o toque na mão suada, emocionada, diante da leitura de palavras das quais precisávamos tanto naquele exato momento. Sim, existe amizade sem toque e a Internet foi capaz de produzir cenas assim e essas coisas todas têm dimensões muito importantes. Moscas, passarinhos, flores, fotografias, palavras e pessoas, a inquietude e a infinitude diante da vida, tudo isso eu vi e vejo sempre quando lembro do meu amigo.&lt;br /&gt;Um dia, quem sabe? , eu passe perto daquela cidade de nome bonito – Feliz? Sorriso? , entre na loja e pergunte ao vendedor: tem por aqui um plantador de sonhos e semeador de palavras chamado Chico?&lt;br /&gt;E então, pela primeira vez entre nós, as palavras serão dispensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S – O amor-agarradinho pegou! Aguardo os caramanchões para a primavera.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-6281861259641574856?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/6281861259641574856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=6281861259641574856&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6281861259641574856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/6281861259641574856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/05/sobre-amigos-flores-e-afinidades.html' title='Sobre amigos, flores e afinidades.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SB9mAkoCGpI/AAAAAAAAADg/OiywJm7auQ8/s72-c/antigonon_leptopus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-5926902348431853861</id><published>2008-04-25T16:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T12:45:07.521-07:00</updated><title type='text'>Proesia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SBJqlEoCGoI/AAAAAAAAADY/p_-umJvC6A4/s1600-h/fragonard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193330505440959106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SBJqlEoCGoI/AAAAAAAAADY/p_-umJvC6A4/s320/fragonard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Entre as tantas pessoas que me conhecem, que convivem comigo e sabem de minha paixão pela escrita, algumas têm me perguntado se o blog terá apenas crônicas. Todos esses sabem que meu primeiro amor literário sempre foi a poesia। É ela quem me visita nas mais absurdas horas, nas noites insones, durante os aparentemente vagos sonhos, na hora da macarronada, no meio da faxina - da casa ou da alma - na sala de aula onde declamo o que os Grandes que me precederam deixaram gravados no papel. Sim, a poesia, minha velha companheira é quem mais me vem contar suas novidades . Ou vinha. Talvez tenha se cansado um pouco de gritar para mim, implorar que eu a prendesse. Talvez tenha pensado: &lt;em&gt;ela está sempre tão cansada ultimamente, vou deixá-la um pouco só. &lt;/em&gt;Ah, poesia velha minha companheira, deixaste o vazio nas incontáveis horas e, querendo prosear comigo, apareceu a senhora dona crônica. Foi bem-vinda, tem sindo bem recebida mas, tu, Poesia, não tem jeito: estás dentro do que de mais profundo possa haver dentro de mim. É por isso que hoje deixo aqui um poema que escrevi nem lembro quando. Em matéria de versos, nada importa o tempo, mas sim o registro enquanto sentimento. Apresento-vos:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu Credo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje te falo das minhas certezas&lt;br /&gt;Porque creio nelas.&lt;br /&gt;Essa é a minha Pátria,&lt;br /&gt;Meu credo,&lt;br /&gt;Minha religião&lt;br /&gt;Onde o Deus&lt;br /&gt;- teu amor –&lt;br /&gt;É meu refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio na força do deitar&lt;br /&gt;Involuntariamente&lt;br /&gt;Imprevisto em atos e desatos.&lt;br /&gt;Creio no amor&lt;br /&gt;Que inteiro se guarda e deságua&lt;br /&gt;Na dor da saudade imprevista&lt;br /&gt;Na fé de que o amanhecer existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu credo é tua chegada&lt;br /&gt;Num minuto infindável&lt;br /&gt;De um tempo sem limites.&lt;br /&gt;Se acaso te vais&lt;br /&gt;Fica uma parte tua&lt;br /&gt;Que me envolve em sonhos&lt;br /&gt;Na penumbra da noite&lt;br /&gt;E na esperança&lt;br /&gt;Do dia novo e inigualável&lt;br /&gt;Que há de vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu credo é a certeza&lt;br /&gt;De que és hoje&lt;br /&gt;O que não pudeste ser outrora:&lt;br /&gt;Um sonhar real e indivisível.&lt;br /&gt;Meu credo é esperar-te&lt;br /&gt;Sabendo que no momento exato&lt;br /&gt;Há de consumar-se o inesperado&lt;br /&gt;Em que as paredes serão meras coincidências.&lt;br /&gt;Seguiremos juntos&lt;br /&gt;Num vôo alheio a tudo e a todos,&lt;br /&gt;Num lugar qualquer que criaremos&lt;br /&gt;À nossa imagem&lt;br /&gt;Pela semelhança dos gostos&lt;br /&gt;De nossas vidas que se tocam.&lt;br /&gt;Meu credo são nossas verdades,&lt;br /&gt;Ainda que o mundo seja de mentiras&lt;br /&gt;Meu credo é A - Mar - Te&lt;br /&gt;Na certeza infinita&lt;br /&gt;De sermos nós mesmos।&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poesia+prosa=Proesia।&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Beijos para o final de semana&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-5926902348431853861?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/5926902348431853861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=5926902348431853861&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5926902348431853861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/5926902348431853861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/poesia.html' title='Proesia'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SBJqlEoCGoI/AAAAAAAAADY/p_-umJvC6A4/s72-c/fragonard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-4666387323070864949</id><published>2008-04-23T05:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T05:40:29.896-07:00</updated><title type='text'>Simples assim.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SA8t_0oCGnI/AAAAAAAAADQ/7rUJpE8oNTk/s1600-h/A+Paz+e+bem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192419469863033458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SA8t_0oCGnI/AAAAAAAAADQ/7rUJpE8oNTk/s320/A+Paz+e+bem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Essa crônica de hoje pretende falar um pouco mais, ir além – coisa bem minha essa de esticar os assuntos e ainda detestar quem não me deixa falar - sobre um assunto banal e, ao mesmo tempo, maior que a alma da gente. O amor. Como escreveu Florbela: “O amor, ah, sim, o amor. Linda coisa para versos...” deixando a poetisa portuguesa de lado, a música citada antes é bonita. Começa assim: “Hoje eu acordei com saudades de você, beijei aquela foto que você me dedicou...” Tem coisa mais meiga? Pois é. E isso me fez relembrar meu primeiro amor ou a primeira vez que senti algo diferente por alguém. Bem adolescente, lógico. E para quem acha que eu  nasci com essa cútis desbotada, é bom que saiba que já fui criança, jovem, já tive 14, 15 anos e tive, sim, minha primeira paixão e meu primeiro amor e que, hoje, com mais de 40, ainda amo e aprendo a sentir.&lt;br /&gt;Como podem imaginar pela leitura da anterior, o Ronie Von foi quem despertou meus sentimentos mais bonitos. Acompanhado da ilusão, lógico, foi por ele que experimentei o sonho, a querência de tocar, a saudade, a impossibilidade – características do amor impossível, coisas do romantismo impregnado herdado de minha mãe, minha avó e de todas as mulheres que me precederam. Pois bem, nesses casos quase sempre há uma rival. A minha veio em dose cavalar: todas as meninas/moças/mulheres da época, alucinadamente apaixonadas pelo mesmo cara, o Ronie... Graças a Deus o esqueci entendendo que seria melhor um homem mesmo, de verdade,  de carne e osso e menos famoso (para dar menos trabalho).&lt;br /&gt;Depois apaixonei-me por um padre. Foi triste. Mais um amor impossível e, como sempre, as rivais. Dessa vez era uma só mas muito, muito mais poderosa do que todas as outras. Nada mais nada menos do que a Virgem Maria e vocês haverão de concordar que foi bem melhor desistir. É, eu era inteligente. Dizem que “contra a ignorância nem os deuses lutam”. Com rivais como essas, não era eu quem ia lutar, certo? Melhor tocar o barco das ilusões, a loucura e as vaidades do que entrar em batalhas amorosas assim complicadas. Foi mais fácil casar.&lt;br /&gt; Casei-me, tive meus filhos, já sou até avó e isso alegra minha vida, meus dias, me refaz  e perpetua. Casar-me jovem foi uma experiência incrível. Tive que desenvolver a responsabilidade bem cedo – casa, comida, roupas para lavar. Minha faculdade, o sonho de estudar Letras teve que ficar para mais tarde. Minha mãe dizia que era uma coisa ou outra. Estudar e namorar não podia. “-E quantos sofás tu achas que eu vou gastar até que te cases? Não, e não e não, nada disso, mocinha. Se namoras é para casar  depressa. Quem tem marido não precisa estudar.” Mas eu estava apaixonada novamente e casei. Foi bom. Enquanto durou. A felicidade visitou-me diversas vezes. Algumas rivais também. Sobrevivi.&lt;br /&gt;Mais velha voltei aos bancos escolares. Me formei. Hoje, as palavras me dominam, as mesmas que me perseguiam quando eu era criança  e aprendi que quando se nasce para algo maior – no meu caso, as letras - não há  força exterior que detenha. Ainda me apaixono e isso é tão bom agora porque me movimenta. Entendo, depois de passados os anos, que amar é bom, que estar em estado de amor é doce, maravilhoso, nos reconstrói e nos sustenta. Tão bom agora poder dizer-me apaixonada e não pensar nos triviais problemas do amor. Se  eles aparecerem, palavras não me haverão de faltar e as lutas estão mais tranqüilas nesse tempo, o agora. Maturidade, madura idade, como é bom sentir o teu abraço!&lt;br /&gt;Legal nesse meu presente é saber que estou viva, que terei sempre meus amores para recordar, como no filme, mas também, e principalmente, tenho o conhecimento para ter um amor para amar, só isso, simples assim. “Recordar é viver”. O que não se pode é viver apenas para lembrar. Bola pra frente. E viva o amor, tenha ele a idade que tiver. E viva a vida pois, como diria Fernando Pessoa: “venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma.” Credo... de repente o Ronie Von ficou tão apagadinho. Eu, heim?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-4666387323070864949?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/4666387323070864949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=4666387323070864949&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4666387323070864949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/4666387323070864949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/simples-assim.html' title='Simples assim.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SA8t_0oCGnI/AAAAAAAAADQ/7rUJpE8oNTk/s72-c/A+Paz+e+bem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-8484551019793294634</id><published>2008-04-20T22:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T22:30:05.219-07:00</updated><title type='text'>“Velhos tempos, belos dias”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwmPlolEOI/AAAAAAAAABo/fnzSyeO0_uM/s1600-h/0000114456.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191566519693545698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwmPlolEOI/AAAAAAAAABo/fnzSyeO0_uM/s320/0000114456.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim...” Sim, a música é antiga. Se fossem pesquisar, veriam que é da década de setenta, do século XX (Eu acho...). Deus, como parece distante. Nossa Senhora, como está pertinho agora, diante de mim. 31 anos. Neste ano faz trinta e um anos que fui ao show do Ronie Von, no ginásio do SESC – lotadasso de adolescentes como eu, gritando histéricas pelo ídolo. Eu não estava assim excitada. Mal falava diante de tantas surpresas. Lembro que só olhava. E ouvia. Atentava para tentar compreender o que ocorria ali. Ele usava uma camisa de cetim branca, um cravo vermelho na lapela do paletó que tirou ante os gritos da galera. Momento mágico foi aquele. Mágico porque eu estava lá e nem sabia que estaria. Minhas amigas, com mais posse, compraram ingressos com antecedência enquanto o meu chegou às minhas mãos uma hora antes, pelas mãos de meu irmão, que os ganhara e resolveu levar a mim, já que o pai da namorada não permitira. Sorte a minha.&lt;br /&gt;Nem vi minhas amigas. Elas foram mais cedo, pegaram os melhores lugares. Eu fiquei bem longe mas para mim era indiferente: eu estava ali, ouvia aquele barulho forte, que mexia com meus nervos e via aquele artista de carne, osso e pescoço no mesmo espaço que eu, cantando, me deslumbrando. Como eram lindos seus dentes, seu sorriso, tudo à sua volta. Como eu via encantador o mundo daquela gente toda, vivendo aqueles momentos, como eu me via ali, tão abstraída de minha própria vida pois aquela, com certeza, era uma vivência que eu jamais vira ou imaginara. Quando ele cantou “Love me Tander” em homenagem ao Elvis que havia sido assassinado há um mês, eu chorei. Ele também. E fomos todos naquela hora, a platéia inteira junto dele e do morto, um só.&lt;br /&gt;De infância pobre, um ingresso como esses só ganhado mesmo. Também foi assim quando fui ao teatro pela primeira vez. Também eram assim as roupas que eu usava: a maioria delas, ganhava da prima que crescia mais do que eu e tinha até TV em casa. (Um dia ainda vou escrever sobre a experiência de ter visto a Pantera Cor-de- Rosa colorida pela primeira vez!) Maçã eu comia quando ia com minha mãe à cidade - era como ela chamava o centro de Florianópolis - e tinha que escolher entre a verde e a vermelha. Escolha complicada. Eu gostava tanto das duas. Maionese na minha casa, só aos domingos. Sobremesa também. O lanche que eu levava para a escola, era pão feito em casa com o que tivesse. No meu aniversário era legal: eu ganhava dinheiro para comprar no barzinho uma pepsi de garrafa. Dúvida cruel: eu também gostava de mirinda. Acompanhava esse refrigerante uma pipoca e a doce era a minha preferida embora o cheiro da salgada jamais tenha saído de minha memória.&lt;br /&gt;A boneca da vez era a Susi. O sonho de ganhar uma era acalentado a cada Natal. Um dia ela chegou. Fora de uma prima distante, que possuía muitas e não lhe faria falta aquela que a mãe dela, minha madrinha, me deu de tanto que a segurei quando os fomos visitar em Joinville. Filha de costureira, aprendi a fazer roupas lindas para a minha Susi. Vestidos de noiva eram os meus preferidos, com véus longos que eu prendia na cabeça dela com alfinetes surrupiados de minha mãe. E pequenas flores que eu mesma fazia, com minhas mãozinhas magras. Sobrevivi a tantos quereres sem dor e não guardo trauma por não ter tido muitos bens que outras crianças de minha idade tiveram. Nas minhas recordações, há muitas presenças alegres, bem mais do que tristes, podem apostar.&lt;br /&gt;Hoje me vejo mais velha. Meus filhos cresceram num mundo mais fácil para se viver. Sempre tiveram o que lhes pude oferecer – nada muito valioso, nada paupérrimo também e tudo o que lhes dei foi a custa de muito trabalho. Conhecem teatro, freqüentam cinema, nunca lhes faltaram livros – objeto de decoração na estante da minha casa em criança, e raros! A mais velha quis ser bailarina, o do meio aprendeu um pouco de judô, ambos gostaram por um tempo de música e aprenderam a tocar piano e teclado. O mais jovem faz inglês e passa horas diante de um computador “vivendo” um ambiente esquisito, tão diferente do que foi o meu.&lt;br /&gt;Entendo que são felizes no mundo deles e que a tecnologia vem se desenvolvendo para ajudar o homem a ser mais independente, porém sempre me pergunto: o que será dos meus netos neste mundo individualista e frio das telas dos computadores, dos homens mais calculistas, competitivos?&lt;br /&gt;Pulo aqui as fases tantas que foram vividas em 31 anos. Não é plausível para uma crônica listar assuntos tão variados mas, quero lançar um questionamento simples: será que nossos adolescentes e crianças lembrarão 31 anos depois do primeiro show que foram, do que sentiram, do que choraram? Será que lembrarão de algum brinquedo especial nesse lugar de vivências em que tudo quebra em dois dias e onde tudo perde a graça tão depressa? Na era do Enter e do Del, de que recordarão meus netos? Jovem eu escrevia em cadernos minhas primeiras poesias e as tenho até hoje, lutando anos contra baratas, fungos, traças, mudanças. Pobres cadernos furados que guardam minhas palavras e pensamentos. Fedem a tempo, dizem os mais tenros. Cheiram saudade, afirmo com certa meiguice. Hoje ainda registro em papel escrito as maluquices que escrevo. É minha letra, gente! Minha caligrafia faz parte da história da minha vida.&lt;br /&gt;O computador é traiçoeiro. Os vírus matam os textos e as construções de cada ser e, pior: os mais jovens não dão bola. Faz-se outro, compra-se outro, esquece-se. É a vida! Eu discordo. A vida é o que se registra e se guarda para provarmos que existimos, que passamos por aqui. A vida é composta por retratos em papel, por folhas e canetas, por elementos simples que estão sendo deixados de lado em prol do que chamam modernidade. 31 anos depois do Ronie Von e da morte de Elvis, “eu me lembro com saudade o tempo que passou, tempo que passou depressa mas em mim deixou, jovens tardes de domingo, tantas alegrias, velhos tempos, belos dias...”.&lt;br /&gt;É lógico que não posso mais voltar àquela praça. Ali existe hoje um prédio. É óbvio que não vou obstruir o progresso em nome de meu saudosismo. É claro que não pretendo envelhecer numa cadeira de balanço sofrendo pelo que mudou, mas uma coisa quero: que as pessoas valorizem mais o ser do que o ter, que um beijo seja mais importante do que um jogo novo, que um livro seja mais interessante do que um resumo pego na Internet no domingo à noite para a prova de segunda.&lt;br /&gt;Não resumam suas vidas. Cantem mais as boas músicas, pesquisem mais, conheçam a história de seus pais, conversem com os mais velhos, utilizem mais canetas do que CDs, montem álbuns com fotografias - não no orkut – sejam mais gente do que robôs e um dia, espero, nos encontrarmos para lembrar deste tempo, o de agora, em que nossas vidas, através dessa crônica se cruzaram e tocaram seus corações. “A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa e nunca esquece a felicidade que encontrou. Eu sempre vou lembrar daquele banco lá da praça...” Por onde andará o Ronie Von? Se alguém souber, comente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-8484551019793294634?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/8484551019793294634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=8484551019793294634&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8484551019793294634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8484551019793294634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/velhos-tempos-belos-dias.html' title='“Velhos tempos, belos dias”'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwmPlolEOI/AAAAAAAAABo/fnzSyeO0_uM/s72-c/0000114456.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-8837549330416388933</id><published>2008-04-20T21:17:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T21:20:13.626-07:00</updated><title type='text'>Um aceno ao passado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwV9VolENI/AAAAAAAAABg/uAbQ7KEquR0/s1600-h/000.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191548613974888658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwV9VolENI/AAAAAAAAABg/uAbQ7KEquR0/s320/000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é que eu queira ser romântica, mas com o tempo descobri que saudosismo nasce com a gente, se desenvolve e multiplica. Diria até mais: cresce feita praga, erva daninha mesmo, sem remédio que dê conta.&lt;br /&gt;E hoje me pego num desses dias em que a saudade é amarela, de doer. Convidada ao exercício da escrita – devo “cometer” uma crônica – o tema me reporta à infância e se há coisa danada para despertar esse sentimento acre-doce, é a tal primeira idade, a dos sonhos, a da vida que não passa e que, ao mesmo tempo, voa, afinal, quando nos damos conta já se foi o aniversário de quinze, a carteira de motorista por anos almejada está ficando poída e os fios prata entrelaçados aos cabelos já são em maior quantidade que há um tempo.&lt;br /&gt;Mas há lago ainda pior: as pessoas que vão embora e levam consigo sonhos também nossos, outrora compartilhados, momentos vividos, ainda vívidos, ávidos por serem revistos. Às vezes mágoas, sim, que somos todos normais mas, acima disso, e entre tudo ficam as lembranças, as vivências, o que foi experimentado.&lt;br /&gt;Então meu coração de menina grita num aceno ao passado e me vejo com doze anos, à noite, no quintal da casa, entre as árvores. Incumbida da tarefa de dar de comer ao gato, o medo me dominava. E isso acontecia todas as noites. Uma vez foi horrível: meu corpo magro e desengonçado de pré-adolescente eletrizou-se após ouvir um som forte. Parecia uma onça, juro!&lt;br /&gt;Saí correndo, assombradíssima, para o aconchego e a claridade da casa, aos gritos, rezando, branca como cera. A seguir, morrendo de rir ele entra, me acalma, aconchega-me em seus fortes braços. Sinto seu calor, o cheiro da loção após barba e nossos corações tocam-se num enlace, ao mesmo tempo em que ouço sua voz melodiosa dizer-me: calma, calma, era só uma brincadeira.&lt;br /&gt;Hoje já tenho filhos e eles também têm gatos. Nossa casa, um quintal com árvores bonitas e, quando os assusto nas noites, brincando de ser criança, sempre lembro dele. É, e vem aquela saudade doida de ti, meu pai. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-8837549330416388933?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/8837549330416388933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=8837549330416388933&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8837549330416388933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/8837549330416388933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/um-aceno-ao-passado.html' title='Um aceno ao passado.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwV9VolENI/AAAAAAAAABg/uAbQ7KEquR0/s72-c/000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-261408865116771127</id><published>2008-04-17T21:00:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T21:16:42.104-07:00</updated><title type='text'>Por que a crônica?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwUvFolEMI/AAAAAAAAABY/cX9rDIjaRaw/s1600-h/0015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191547269650124994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwUvFolEMI/AAAAAAAAABY/cX9rDIjaRaw/s320/0015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meus melhores momentos literários me vêm à noite. É na hora da calma, depois que o mundo dorme, que meu cérebro – lado direito, esquerdo, o meio, sei lá – começa a funcionar em escala de palavras ou aleatoriamente elas ficam a borbulhar ali. Borbulham, mudam-se, reviram e mexem-se até que me vejo (ou via?) poeta. Palavra vai, palavra vem e aquilo me incomoda e encanta tanto que não tenho como fugir. Então escrevo. Poesias. Convém dizer que isso não acontece assim como estão imaginando: oh, ela exercita a escrita todos os dias, faz dez poemas por noite. Nada disso, como já disse são momentos literários e isso pode eclodir a seu bel prazer, não é de meu domínio. Graças a Deus, senão já seria escravidão e disso não gosto! É bom explicar também que para tudo em minha vida, é necessária uma grande paixão. Ou estou envolvida com um projeto de vivências, ou a escrita fica no grau zero, como diria Barthes.&lt;br /&gt;Meu diário, ou o que deveria ser lido como, mas não é porque simplesmente recebe minhas “inspirações” uma vez ou outra, deveria ser chamado mensanário, ou trimestranário – eu o chamo de qualquer coisa que possa soar lugar de escrita, algo do tipo: meu caderno de chororô, com seus registros muitas vezes absurdos e triviais, sentimentais, mais vezes, prosa poética para uma única pessoa que permiti ler. Pois bem, em suas páginas há sempre, ou quase sempre, um mesmo começo: “É noite...” ou então, “E é noite novamente” , com algumas variações e semelhanças. Em prosa, lógico. Raramente é dia quando escrevo, o que me leva a crer que a noite em sua escuridão me ilumina.&lt;br /&gt;Todavia, há alguns dias venho sido acometida de uma grande novidade: tem me vindo visitar nos horários mais inusitados, a prosa, mais precisamente, a crônica. Confesso que até estou assustada. Como as palavras, essas danadinhas que estão ali, todas dentro da gente, agora, em mim, resolveram organizar-se em parágrafos e linhas cheias? Logo comigo isso foi acontecer. Logo com uma pessoa que preferia distribuí-las na folha livremente – uma numa linha, a idéia daquela escorregando na outra, um ponto de interrogação entre vírgulas lá no fim da página. E eu que era (?) poeta passei para o lado da prosa. Sou uma vira-casaca literária e estou gostando disso, o que é bem bom.&lt;br /&gt;Não que eu nunca tivesse arriscado. Nas poucas vezes que tentei a prosa, tive até dor de cabeça, coisa rara em mim. Uma vez senti isso por nove longos dias até que terminei um conto de sete páginas. Chamei-o Caleidoscópio. Na verdade era como eu me sentia, toda dividida e misturada ao mesmo tempo. O conto foi bonito, gostei dele, gosto até hoje embora esteja tão reflexivo que muitas pessoas que leram não o conseguiram compreender. Só eu sei o quanto aquilo tudo me custou em neurônios. Se eu fosse escrever um romance, expiraria com certeza pois não tenho fôlego para tanto, os próprios personagens me internariam e eu morreria à míngua num hospício podre e barato de subúrbio. Com a poesia sempre foi mais fácil. Poucas palavras, muita subjetividade e pronto: lá estava ela prontinha e, melhor: dizendo o que tinha que ser dito, sem mais delongas. Agora, a essa hora da noite, aos plenos 43 anos de idade, me vem a crônica como um presente todo embrulhado com papel doce e fitas multicores, gritando para ser aberto e eu posso dizer que estou apaixonada outra vez. E comigo é sempre assim, tem que haver sempre uma paixão que me mova para eu continuar caminhando. Nesse caso, escrevendo, o que pode até dar no mesmo. Bom, acho que tive uma nova idéia! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-261408865116771127?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/261408865116771127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=261408865116771127&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/261408865116771127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/261408865116771127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/por-que-crnica.html' title='Por que a crônica?'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwUvFolEMI/AAAAAAAAABY/cX9rDIjaRaw/s72-c/0015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-839874882815797157</id><published>2008-04-16T08:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T21:07:40.408-07:00</updated><title type='text'>Com prazer é mais barato.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwTAlolELI/AAAAAAAAABQ/Yu-XRb64gq4/s1600-h/00001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191545371274580146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwTAlolELI/AAAAAAAAABQ/Yu-XRb64gq4/s320/00001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“O grande prazer da vida é fazer o impossível”. Era essa a frase de estímulo que estava no meu orkut dia desses. Grande consolo, não? Sim, e também grande verdade, afinal, o possível todos fazem a cada momento. Fazer o possível é o comum, das gentes que há aos montes por aí. – Vou fazer o possível, senhora. - Senhora, mantenha o nível da conversa, estou fazendo o possível. – A senhora tem que entender, estou atendendo a todos e fazendo o possível.&lt;br /&gt;Fazer o comum o tempo todo é o cúmulo do absurdo numa sociedade como a nossa que exige de nós e faz com que exijamos dos outros a cada dia que sejam mais rápidos, mais inteligentes, mais leitores, mais competidores, mais espertos, ágeis e o escambau. Tudo isso para sobreviver, fazer de conta, melhor dizendo.&lt;br /&gt;Digo isso porque sou daquelas que sente correr nas veias a necessidade de fazer mais, um pouco mais, um tantinho a mais. E o reconhecimento? Vem com o tempo, já dizia a minha avó. No trabalho, atividades diferenciadas para eliminar a mesmice de anos nem sempre são vistas como fazer o impossível. Logo aparece alguém que puxa o teu tapete. Porque fizeste o impossível? Não, porque apareces demais.&lt;br /&gt;Enfim consegues, após anos de trabalho duro, comprar um carro zero ou uma casa nova e aí vem aquele teu amigo e te larga a frase fatal: hummmmm, roubaste bem, heim? Na verdade, enquanto o desgraçado dormia após ter feito o possível, tu estavas fazendo o impossível, desprezando a saúde, o lazer, a família, deixando de lado por falta de tempo o amor, o sexo, a beleza, o viço da pele.&lt;br /&gt;Em janeiro, depois de duas crises de pânico durante o ano - de tanto corrigir provas e preparar tarefas interessantes para fugir do trivial - recebes as férias e segues viagem para a praia do sonho – único lugar que teu dinheiro conseguiu alugar. Ali é que passa aquele vizinho barrigudo num corcel II azul piscina desmontável e te diz: - profissão boa é a tua, férias de dois meses no verão e mais um no meio do ano.&lt;br /&gt;Ou seja, tu passaste o ano inteiro tendo reuniões e cursos em vários finais de semana, tomaste calmantes, vitaminas, ferro, cálcio e antidepressivos para agüentar o tranco, leste vinte e cinco livros deferentes – obrigatórios e quase sempre chatos - para, no merecido descanso, com sono atrasado e querendo só um pouco de paz , teres que ouvir isso. Por quê? Simples: para estar ali, fizeste o impossível 200 dias letivos e em mais outros 90, no mínimo, treinamentos, palestras ou capacitações que mais te davam vontade de cavar um buraquinho e sumir por ali mesmo. Mais valia ter deixado os ouvidos e os olhos em casa e colocado para tomar sol aquilo que do corpo sobrou: a casca ressacada e fraca.&lt;br /&gt;E é assim, infelizmente, que a vida segue e nossa raiva vai sendo testada a cada amanhecer. Pior, corremos o risco de ir endurecendo ao ponto de em mais nada acreditar e aí é que mora o perigo. Faz-se necessário dosar, equilibrar mesmo nossos afazeres e não dar muita bola para a torcida contrária que nunca é pequena, saibam!&lt;br /&gt;Dar seqüência a esforços pelo bem de quem está por perto, que precisa de ti e te valoriza mesmo sem nada dizer, é dever de cada cidadão. Por isso a frase do orkut chamou tanto a minha atenção. É com prazer que devemos agir. Com prazer a vida fica mais suave, mais saborosa e até mais barata (ao contrário do que dizem as más línguas!). Com prazer a gente nem percebe que está fazendo o impossível todos os dias porque de banalidades há muitos sacos cheios por aí. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-839874882815797157?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/839874882815797157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=839874882815797157&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/839874882815797157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/839874882815797157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/com-prazer-mais-barato.html' title='Com prazer é mais barato.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwTAlolELI/AAAAAAAAABQ/Yu-XRb64gq4/s72-c/00001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-1523543144680594361</id><published>2008-04-15T00:40:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T20:58:34.833-07:00</updated><title type='text'>Podemos dizer não.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwQw1olEKI/AAAAAAAAABI/e5jmyA1ue8M/s1600-h/11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191542901668384930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwQw1olEKI/AAAAAAAAABI/e5jmyA1ue8M/s320/11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje decidi que começaria minha crônica assim: “atenção nascidos sob o signo de virgem.” No entanto aí já estava com um problema: se o tema sobre o qual eu gostaria de tratar era a quase incapacidade do ser humano de dizer uma pequena e simples palavrinha – o não – por qual diabo de motivo eu começaria minha crônica falando de signos? Faz séculos que não leio nada sobre isso, nem o jornal abro nesta página. Mas hoje abri uma da Internet propositalmente e lá estava:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Muito do que você plantou nos últimos tempos pode chegar a partir de agora as suas mãos. Essa promessa é da Lua crescente que aconteceu ontem. Já hoje terá sinais: seu desconfiômetro está excelente. Saberá quem de verdade lhe dedica amor e quem só finge, por interesse ou leviandade.”&lt;/em&gt; Fingimentos.É isso aí. Por isso comecei assim,agora entendi.&lt;br /&gt;Não desrespeitando a astrologia, que é uma prática milenar e nem tocando em assuntos aos quais conheço pouco como o oráculo, búzios, meditação da lua, quiromancia (mesmo conhecendo aquela cartomante M A R A V I L H O S A !), tudo o que quero dizer, o cerne do texto – para usar uma palavra mais elaborada – é a capacidade ou a incapacidade do ser humano de dizer nãos. Ah, querem exemplos? – Tu poderias emprestar teu nome para eu comprar meu tão sonhado notebook? É que meu nome, sabe?, minha mãe sujou. Então a gente pensa: puts, isso vai dar zebra mas, diz sim. E, normalmente, entra pelo cano. Se o cara não soube cuidar do nome dele, por que haverá de saber fazê-lo com o nosso? Ou, pior, sabemos que ele está mentindo. Comprou o céu e a terra e não honrou compromissos e ainda vem colocar a culpa na mãe? É caloteiro e mentiroso mas nós, bonzinhos que somos, dizemos sim. E sofremos por 24 meses recebendo cartas indesejáveis.&lt;br /&gt;E quando o amor da nossa vida chega bem de mansinho, com aquela cara de safado, de desejoso, de arrependido - depois de uma briga intensa que nos magoou até o primeiro fio de cabelo do útero – e vem nos beijando toda sem dizer palavra pensando que os atos valem muito mais, nós cedemos, abrimos a porta, o coração, os poros e outras coisas e o recebemos, quando em nós grita a vontade correta de dizer que não. Mas, tolas, dizemos mais uma vez, também sem palavras, o sim do qual nos arrependemos duramente ao dobrarmos a esquina no dia seguinte e virmos o “charmoso” no bar, batendo aquele papo com as amigas, motivo do desentendimento anterior.&lt;br /&gt;Sim, é mais fácil dizer sim. A alma implora que digamos seu contrário, o coração pula dentro do peito para gritar o sonoro monossílabo da negação, a boca seca de raiva porque não conseguimos, mesmo sabendo que iremos nos arrepender depois, o que dói muito mais. É o sim que nos move enquanto os outros nos negam direitos que sabemos possuir. É o sim que dizemos porque aprendemos a ser bons, mesmo que o mundo seja inteligente e ruim. É o sim que proferimos diante de tantas certezas de que o não seria mais humano para nós. Diante disso, sofremos porque dizemos quase sempre, o que não gostaríamos de dizer para não ferir o outro, para não magoar. E dizemos o sim para magoarmos a nós mesmos, uma desvorização do “eu”. A psicologia explica com Freud e tudo?&lt;br /&gt;De nada adiantarão a astrologia, a parapsicologia, a holística ou o espiritismo se você não descobrir dentro de si mesma quem você é e o poder que tem. Portanto, não seja mais uma bobinha e use – com moderação – mas sempre que sentir aquela certeza que vale a pena. Uma palavrinha tão pequena, porém que poderá modificar tudo, afinal tem um significado imenso: não. Faça isso por você, ao menos uma vez e sentirá, perceberá o que estou tentando dizer aqui. Bons vôos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-1523543144680594361?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/1523543144680594361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=1523543144680594361&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/1523543144680594361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/1523543144680594361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/podemos-dizer-no.html' title='Podemos dizer não.'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwQw1olEKI/AAAAAAAAABI/e5jmyA1ue8M/s72-c/11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-419977846951827602.post-7123443283519363468</id><published>2008-04-14T19:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T20:59:59.565-07:00</updated><title type='text'>Amor-perfeito sortido</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwM3lolEJI/AAAAAAAAABA/90n04LhKUh4/s1600-h/014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191538619585990802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="104" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwM3lolEJI/AAAAAAAAABA/90n04LhKUh4/s320/014.jpg" width="342" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma amiga minha, a que chamei ficcionalmente Margarida, me escreveu e anexou uma foto em que aparecia num vestido sem mangas, de simples corte, com a estampa de amores-perfeitos de variadas cores. Perguntava-me o que eu achava de seu modelito. Sua imagem ali, fria de tela, tocável, porém nada sensitível (essa palavra existe, ou isso é efeito de madrugada solitária e reflexiva???) , me fez lembrar o passado e acenar para ele que se impunha triunfante. (O passado muitas vezes triunfa sobre nossas cabeças). Eis que me pus a recordar e assim, bem assim, respondi à minha boa amiga: &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Pois eu me peguei no sábado, vendo sementes num supermercado e lá havia um pacote, um somente, de amor-perfeito-sortido. Fiquei ali, parada, lembrando de nós duas comprando sementes no mercado público. Pensei também nessa metáfora - que feliz seriam todas as pessoas se além de um amor perfeito, ele fosse sortido assim: um dia, a radiância, (hoje dei para inventar palavras?) no outro a exuberância, no seguinte a firmeza que queremos do outro, numa manhã, o azedume engraçado, na tarde azul, um tom de outono no olhar, na outra noite, um beijo poderia ser o bálsamo para um dia de cansaços e solidões, num domingo um despertar mau humorado poderia ser resolvido com um café na cama e a flor do jardim faria as vezes do belo ramalhete sonhado, talvez, por anos a fio. E que, assim livremente, floralmente, todos os seres se completassem, que o amor não fosse um problema e sim, um acalento. Que os viventes se amassem mais e percebessem a importância de sentir. Em silêncio, talvez, com gritos de ânimo , se fosse o caso, mas que todos e todas descobrissem que podemos nos vestir de amores-perfeitos sortidos como teu belo vestido e desse jeito até um tanto piegas poderiam ser também os nossos corações. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;É à mulher e sua sensibilidade que cabe o dever de desarmar o mundo. Estás linda vestida de primavera em pleno outono, Margarida!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estou esperando a resposta. Sei que virá mas também que pode demorar, pois a vida corrida não nos permite tanto para responder a tudo. Quando minha amiga vier novamente através da tela e deixar as palavras que sentiu no viés das minhas, vou me sentir mais completa porque as palavras, assim como as cartas - já dizia Fernando Pessoa - precisam de respostas. Enquanto isso não acontece, abro a cortina da janela do meu quarto. Tudo é silêncio nessa noite calma em que o sono fugiu. Todavia penso que amanhã haverá de ter sol e eu posso voltar ao supermercado e comprar as sementes que haverão de florescer na primavera para eu poder mostrar aos meus amores a perfeição que a natureza nos dá, mesmo que, muitas vezes, não paremos para admirar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/419977846951827602-7123443283519363468?l=leebroering.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leebroering.blogspot.com/feeds/7123443283519363468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=419977846951827602&amp;postID=7123443283519363468&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7123443283519363468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/419977846951827602/posts/default/7123443283519363468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leebroering.blogspot.com/2008/04/amor-perfeito-sortido.html' title='Amor-perfeito sortido'/><author><name>Roseli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05043763079420221792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SY8Bw7kgexI/AAAAAAAAAHg/Mko-j9RYoL0/S220/A+PB+7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__5NvMgdzcv8/SAwM3lolEJI/AAAAAAAAABA/90n04LhKUh4/s72-c/014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
